domingo, 16 de outubro de 2016

MAM - Museu de Arte Moderna







O Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. Localiza-se sob a marquise do Parque Ibirapuera, em São Paulo, em um edifício inserido no conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer em 1954 e reformado por Lina Bo Bardi em 1982 para abrigar o museu. É uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, sem fins lucrativos, que tem por objetivo a conservação, extroversão e ampliação de seu patrimônio artístico, a divulgação da arte moderna e contemporânea e a organização de exposições e de atividades culturais e educativas.






Mais conhecido como MAM, tem função mista de museu e centro cultural. Lá é possível frequentar exposições temporárias, visitar o restaurante com vista para o parque, a loja de lembranças, o ateliê, a biblioteca com mais de 60 mil volumes, o auditório, ou ainda um dos muitos cursos ligados à sua proposta como história da arte, fotografia, desenho, pintura, teatro e figurino.
Seu acervo permanente tem mais de 5,5 mil peças das quais, curiosamente, a maioria é contemporânea pós-1945, em vez de moderna (do século XIX a metade do século XX) como o nome do museu poderia sugerir. Raramente exposta em sua plenitude, a coleção inclui pinturas, esculturas, instalações e fotografias de artistas como José Resende, Volpi, Ligia Clark e Mira Schnedel, Leonilson, Leda Catunda, Dora Longo Bahia e Sandra Cinto.

















quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Primeiro Shopping do Brasil - Relógio de Água - Shopping Iguatemi



Quem circula pelo saguão principal do Shopping Iguatemi,  na Avenida Brigadeiro Faria Lima, depara com uma curiosa estrutura formada por tubos transparentes recheados de líquido verde em meio a um belo jardim com árvores e arranjos de flor. Com cerca de 8,5 metros de altura, 250 litros de fluido e 120 metros de vidro, o relógio de água está instalado por ali desde 1982 e se tornou uma atração do centro de compras, pioneiro no Brasil. Contém discos para contar os minutos e globos para marcar as horas. O mecanismo foi criado pelo físico e artista francês Bernard Gitton. Há peças semelhantes em cidades como Berlim, Osaka, Paris e Porto Alegre.





 Inaugurado em 1966, o Iguatemi foi o primeiro shopping do Brasil

Iguatemi São Paulo




Iguatemi São Paulo
LocalizaçãoAvenida Brigadeiro Faria Lima, 2232
São Paulo - SP.
Inauguração28 de novembro de 1966.




Av. Brigadeiro Faria Lima - 1966






O Iguatemi São Paulo é um shopping center  da cidade  de São Paulo,  capital,  do  estado brasileiro homonômico.  É administrado pela Iguatemi Empresa de Shopping Center S.A.
É considerado um dos mais badalados centros de compras do Brasil, tendo importância nacional, segundo a revista Exame.
Localizado na avenida Brigadeiro Faria Lima   (antiga rua Iguatemi), na região dos Jardins,  foi inaugurado em novembro de  1966,  buscando inspiração num novo conceito de comércio que se estava iniciando no mundo. O Iguatemi paulistano é considerado, por seu site oficialpor alguns órgãos de imprensa , e pela  Associação Brasileira de Shopping Centers  como sendo o primeiro  shopping center do Brasil,  embora haja alguma controvérsia em relação ao Shopping do Méier.
O Iguatemi reúne o maior número de griffes nacionais e internacionais e é marcado pela sofisticação de seu interior.
Conta com oito cinemas, duas agências bancárias e 330 lojas, sendo quatro âncoras  (Pão  de Açúcar Especial,  C  E A, Lojas Americanas).


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Capela do Morumbi












Setenta esculturas  concebidas por Carmela Gross, formadas por madeira, alumínio e tecido envolto em parafina compõem a instalação montada pela primeira vez em 1992. Presos no teto por fios de náilon, os fragmentos são  apresentados no lugares  de santos  ou altares, que um dia já fizeram parte da capelinha, impossível não notar o contraste entre o ambiente rústico e a arte contemporânea.


Av. Morumbi, 5387






capela do morumbi

Na década de 1940, a Cia. Imobiliária Morumby efetivou o loteamento de suas últimas glebas. Fazia parte deste loteamento a antiga casa-sede da fazenda e, em sua proximidade, uma edificação em ruínas de taipa de pilão.
São várias as interpretações históricas atribuídas a estas ruínas: ora como sendo uma capela consagrada a São Sebastião dos Escravos, ora como capela acompanhada de sepulturas destinada aos proprietários da fazenda. Outros estudiosos acreditam ainda que tenham sido apenas ruínas de um paiol. A ausência de documentação mais detalhada não permite afirmar com segurança qual dessas hipóteses é a mais correta. Visando atrair compradores e valorizar ainda mais os terrenos, a Cia. Imobiliária Morumby contratou o escritório do arquiteto Gregori Warchavchik para fazer a reconstrução das ruínas de taipa de pilão. Interpretando-as como remanescentes de uma antiga capela, Warchavchik completou a edificação com alvenaria de tijolos. Convidou a pintora Lúcia Suanê que, em afresco, representou a cena do batismo de Cristo e os anjos com fisionomias de índios, nas paredes do batistério.
A Capela do Morumbi ficou fechada até por volta de 1975 e continuou sendo propriedade da Cia. Imobiliária Morumby. Nesta época, a empresa transferiu para o município parte dos terrenos remanescentes do loteamento que havia feito e junto com eles a Capela. A partir de então, o imóvel passou à responsabilidade direta do Departamento do Patrimônio Histórico como bem arquitetônico e cultural, sob os cuidados da recém-criada Secretaria Municipal de Cultura.
Em 1979 o imóvel foi submetido a obras de revitalização e adaptação, quando foram construídos os sanitários e a copa. Sua nave central foi convertida em sala de espetáculos para a realização de atividades culturais de pequeno porte. Foi aberta à visitação pública em 25 de janeiro de 1980. Durante essa década, a Capela do Morumbi abrigou atividades culturais, tais como: exposições fotográficas, concertos musicais e exposições de artes plásticas. Desde 1991 este espaço é destinado a exposições de arte contemporânea, privilegiando seu uso como espaço para a realização de instalações artísticas.
















segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Hospitak Alemão Oswaldo Cruz

Jardim Terapêutico


Encravado nas proximidades da Rua Treze de Maio, atrás da Avenida Paulista, em uma das regiões mais movimentadas da capital, esconde-se um bosque centenário.
O espaço com mais de 1600 metros quadrados está localizado dentro do terreno  do Hospital Alemão Oswald Cruz e contribuiu decisivamente para o surgimento da própria instituição. No fim do século XIX, o jardim abrigou diversas festas e piqueniques organizados pelas 300 famílias imigrantes da Associação Hospital Alemão.
Esses encontros buscavam angariar fundos para a construção de um centro médico e, assim, retribuir aos paulistanos o acolhimento aos estrangeiros. O objetivo seria finalmente atingido em 1923. Ainda que seja aberta ao público  geral, a área verde é destinada principalmente aos paciente internados no hospital.  Ali, eles costumam passear e realizar atividades como ginásticas funcional e ioga.




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Museu Brasileiro da Escultura - as atrações da nova fase do MuBe











A entrada de Cauê Alves como curador do Museu Brasileiro de Escultura, em abril-2016, marcou o começo da reestruturação do espaço. Com passagens pelo MAM e pela 56ª Bienal de Veneza ( ele foi o curador - assistente da edição de 2015), o paulistano está finalmente conseguindo dar um ar mais atualizado ao museu inaugurado em 1995. Sua missão é trazer artistas contemporâneos ( não  só voltados para a escultura, apesar do nome do museu) para expor em todos os ambientes. Na ótima  mostra Transparências e Reflexo, reuniu obras assinadas por 25 nome, como Iran do Espírito Santo, Nuno Ramos e Carlos Fajardo. Em comum, todos os trabalhos, brincam com a luz natural ou artificial refletida, assim como a imagem dos visitantes ou projeções. Na escultura Bambuí, por exemplo, a paulistana Amélia Toledo usa bobina de inox que parece duplicar as pedras dispostas no pátio. Lucia Kock, por sua vez, criou quatro claraboias que transformam raios solares coloridos.
Arnaldo Antunes é o autor da obra sonora Dois ou + Corpos do Mesmo Espaço, em que todas as palavras proclamadas por ele parecem reverberar no ambiente.

MuBe : Rua Alemanha 221 - Jardim Europa


Juliana Flamingo

fotos de Manoel de Brito











Monumento da Indepêndencia passa por reforma












Visando a comemoração  do segundo centenário da Independência do Brasil celebrado em 2022, o DPH ( Departamento do Patrimônio Histórico), ligado á  Secretaria  Municipal de Cultura, deu início a restauração do "Monumento à Independência", no Ipiranga, na zona sul da capital paulista. Com custo de R$ 1,1 milhão saído de recurso do Funcap (Fundo de Proteção do Patrimônio Cultural e Ambiental Paulistano), o processo iniciado em setembro visa recuperar o painel frontal do conjunto escultórico de bronze  e deve ser concluído ainda em 2016.
O trabalho está sendo realizado por uma equipe internacional supervisionada pelo restaurador francês  Antoine Amarger, referência no ramo. Ele já trabalhou na recuperação de esculturas de Rodin e em peças  do Palácio de Versalhes.
"A ideia é manter o aspecto de velho", afirma Amarger. "Fazer peças antigas parecerem novas é como tentar fazer uma pessoa velha, parecer jovem. È possível, mas vai haver problemas." De autoria do escultor italiano Eltore Ximenes, a obra inaugurada em 1922 abriga uma etapa com os restos mortais de D. Pedro 1º e de suas duas mulheres, Maria Leopoldina e Amélia.
"É um monumento de importância nacional", diz a diretora do DPH, Nádia Somekh, É preciso difundir a idéia de que o esforço para proteger nosso patrimônio é coletivo".



Em 2015, Antoine Amarger realizou um estudo preparatório, mapeando os danos a partir dos quais foram estabelecidos os tratamentos necessários. Durante a restauração, uma equipe do Senai faz um exame mecanográfico da obra. Com a  utilização de pistolas de fluorescência  de raio X, a instituição examina 80 pontos da peça (numerados) para identificar as ligas metálicas usadas. "Achamos uma cor muito irregular  em áreas do painel. Desconfiamos que foram usadas ligas diferentes nas partes que o compõem", explica o escultor Israel Kislansky.



Limpeza : A primeira etapa do trabalho de recuperação é a limpeza, feita com o jateamento de abrasivos vegetais. "Costumo usar insumos típicos de cada região. Aqui estou usando casca de coco", diz Antoine Amarger. Este processo está sendo feito por partes. 

Epóxi : feita a limpeza, notou-se que muitos pontos tinham sido cobertos com compostos   plásticos à base de óxido de ferro, usados para fechar fissuras e rachaduras. Com o tempo, eles ficam com cor de ferrugem. Segundo o escultor Israel Kislansky, já se sabia que algumas partes da peça tinham sido reparadas com o material, "mas achamos muito mais", Esse material é removido.





pistolas de fluorescência  de raio X










Exemplo : "Essa perna foi fundida em separado e depois anexada por soldagem. Apesar dos diversos elementos terem sido fundidos em bronze, a soldagem foi executada originalmente em latão, por isso essa cor amarelada", explica Kislasky. Esse pedaço da obra estava coberto de massa plástica enferrujada e houve a necessidade de remoção do material.

Após a limpeza, começa o trabalho sobre o metal, com reparos em áreas furadas, soltas ou quebradas. Em alguns pontos, buracos são recompostos com parafusos de bronze silício que, ao serem comprimidos com altíssima intensidade, são amassados e ocupam os espaços.




por Bruno B. Soraggi


fotos de Diego Pagurschi e Manoel de Brito