segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Igrejas do centro velho de São Paulo - Igreja Santo Antonio

Igreja Santo Antonio

Endereço:
Praça do Patriarca, 49
Centro - São Paulo - SP


A Praça do Patriarca é um logradouro  situado no Centro Histórico  da cidade brasileira de São Paulo.
É uma das praças mais antigas da cidade,  estando situada no histórico distrito da Sé. A sua denominação homenageia o "Patriarca da Independência", José Bonifácio de Andrade e Silva.  Começou a ser construída por volta do ano de  1912 com a demolição de antigos casarões localizados entre a Ruas São Bento e Líbero Badaró.   A Igreja de Santo Antônio,  está na praça.

Praça Patriarca 1912


Praça Patriarca 1960


Praça Patriarca 2016


                                                                   Igreja de Santo Antônio







A Igreja de Santo Antônio é um templo católico localizado no centro de São Paulo, na Praça do Patriarca, próximo ao Viaduto do Chá. É considerada a mais antiga igreja remanescente da cidade, tendo sido fundada nas últimas décadas do século XVI - conforme atestam os primeiros registros documentais da sua existência, datados de 1592. No século XVII, abrigou a Ordem dos Franciscanos, e no século XVIII esteve subordinada à Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Brancos.Sofreu diversas reformas e intervenções ao longo dos últimos quatro séculos, sobretudo em sua fachada, reinaugurada em estilo eclético em 1919.


É considerada a mais antiga dentre as igrejas remanescentes de São Paulo. Sua data de fundação, no entanto, é incerta. A mais remota referência ao templo comparece no testamento de Afonso Sardinha, datado de novembro de 1592, em que o bandeirante lega a quantia de dois cruzados para a "ermida de Santo Antonio", o que leva a supor que sua construção é anterior a essa data. Tratava-se então de uma pequena capela, erguida por fiéis anônimos, ao término da rua hoje conhecida como Direita.



Em 1891, um incêndio ocorrido em um edifício vizinho danificou e consumiu parte da igreja. No final da mesma década, em 1899, a prefeitura intimou a irmandade para proceder à demolição e reconstrução da torre e da fachada, devido às obras de alinhamento da rua Direita. As obras foram custeadas por Francisco Xavier Pais de Barros, o barão de Tatuí, e pelo conde de Prates, ambos residentes nas imediações do templo, ainda antes da construção do Viaduto do Chá. As obras se arrastaram por vários anos, e incluíram uma reforma geral da igreja, reinaugurada com nova fachada em estilo eclético, em 1919.

Apesar das inúmeras reformas e intervenções realizadas ao longo dos séculos terem descaracterizado a integridade artística e arquitetônica do templo, a Igreja de Santo Antônio foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) em 1970, em virtude, sobretudo, de sua importância histórica. Em 1991, um novo incêndio danificou os fundos do edifício.

Em janeiro de 2005, com recursos providos pela Lei de Incentivo à Cultura, tiveram início as obras de restauro da Igreja de Santo Antônio, em que se procurou recuperar as feições barrocas do interior da igreja. Durante os trabalhos, executados sob a supervisão do Condephaat, foram retiradas as talhas executadas no século XX que encobriam os retábulos, e restauradas pinturas datadas do século XVII, com representação de anjos. O altar-mor, de 1780, também foi restaurado, voltando a exibir as matizes utilizadas no barroco paulista, em que predominam o vermelho, o amarelo e o dourado.











Igrejas do centro velho de São Paulo - Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos


A antiga Igreja do Rosário, onde hoje está o Edifício Altino Arantes

Esta  igreja parecia que ficaria para sempre naquele lugar, mas não foi bem isto que aconteceu. Com o argumento de ampliação e modernização da cidade, o prefeito Antônio Prado decidiu desapropriar a área da igreja e seus vizinhos em 1903.
A área do então Largo do Rosário (atual Praça Antônio Prado) foi completamente remodelada e os negros afastados mais uma vez para um local distante. Curiosamente o terreno da antiga igreja, agora demolida, passou para a posse de Martinico Prado, nada mais nada menos do que o irmão de Antônio Prado.


Com a pequena indenização recebida a irmandade decide erguer a igreja no Largo do Paissandú, o que não ocorreria sem protestos dos moradores do entorno do local, que alegavam que o templo “acabaria com a beleza da praça”.Adicionar legenda








Mesmo assim, a igreja foi erguida e inaugurada finalmente em 22 de abril de 1908. E está ali até hoje.



Irmandade dos Homens Pretos em São Paulo

A Irmandade sofreu as agruras de ver sua primeira igreja, na Praça Antônio Prado,  construída em 1725  com a arrecadação de doações e esforço dos malungos (irmãos), ser demolida para dar lugar a projetos de urbanização  da Província.
Os negros conseguiram manter relativo patrimônio ao redor dessa igreja, casas simples serviram para atividades religiosas, acolhimento dos alforriados  e a administração da Irmandade, composta de diretoria e mesários.
Irmandade do Rosário em Minas Gerais As irmandades religiosas nas minas setecentistas eram particularmente diferentes em sua organização, já que a igreja não era autorizada a ter ordens em Minas Gerais. A organização das ordens terceiras erma exclusivamente feitas por leigos, nesse caso os negros libertos e escravos.
Hoje, esse estilo colonial permanece nas dependências da igreja que, por ser capela,  está sob a jurisdição da paróquia de Santa  Ifigênia.  No subsolo fica a mesa administrativa, onde os irmãos se encontram para a celebração da missa  de domingo, para confraternização e para a distribuição mensal de cerca de 150 cestas básicas. Eles vivem esses momentos agradáveis e de decisões em meio a recordações, mantidas num acervo  de pinturas, ilustrações, fotografias, imagens e documentos que trazem à lembrança os primeiros irmãos. "Eu me emociono e sinto um grande amor por tudo isso aqui", revela Cleofano de Barros, há 50 anos na Irmandade.
A eleição da diretoria é anual para os cargos de juiz provedor, secretário, tesoureiro e procurador, que exercem atividades administrativas e pastorais na comunidade, incentivando a formação da juventude, de equipes de música e de  liturgia.  Nessa ocasião, também são eleitos os festeiros, o rei e a rainha, que juntos com o juiz e a juíza organizam, durante o ano, com o apoio das irmãs e dos irmãos, as festas de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.  "A Irmandade conseguiu agregar um número considerável de afro-brasileiros. Somos cerca de 220 membros", diz o juiz provedor Marcelo Antonio Saraiva, 32 anos.
Os irmãos recebem pesquisadores, religiosos e pessoas de outros Estados e até do exterior, interessados em conhecer e estudar as razões de tanta longevidade e que ficam deslumbrados com o interior da igreja, que apresenta uma variedade de detalhes na pinturas das paredes, nas vestimentas e adornos dos santos, nas luzes do altar-mor que refletem entre lustres, candelabros e flores. "Só a devoção a Nossa Senhora foi capaz de manter-nos unidos, com a Irmandade aproximando-se dos 300 anos, e trazendo com a religiosidade, a conscientização capaz de forjar o surgimento de outros movimentos negros", esclarece a advogada e ex-deputada estadual, Theodosina Rosário Ribeiro, que já foi juíza, é mesária, e ainda faz parte da equipe litúrgica.



Mãe Preta
Largo Paissandu
Bairro: República
Região: Centro
Artista: Júlio Guerra 




Sobre o monumento
Mãe Preta – O símbolo exalta a figura da babá negra, que criou os filhos dos senhores de engenho, nos tempos coloniais. O monumento de Júlio Guerra, inaugurado no aniversário de São Paulo em 1955, é uma homenagem à raça negra radicada no Brasil.

Ficha Técnica
Peça – Bronze (2,20m x 2,60m x 1,60m), Pedestal – Granito (1,44m x 2,97m x 1,80m)






sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Igrejas do centro velho de São Paulo - Mosteiro de São Bento




Mosteiro São Bento - 1920


Mosteiro de São Bento

Endereço
Largo de São Bento, s/nº - (Centro Velho) - São Paulo

        



Estilo dominante                   Neorromânico
Arquiteto                               Richard Berndl     
Início da construção             1920
Fim da construção                1922
Diocese                                   Arquidiocese de 
São Paulo



















O Mosteiro de São Bento é um local histórico e religioso localizado no Largo de São Bento, no Centro  da cidade de  São Paulo, no Brasil.  O local é um conjunto da Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção, do Colégio de São Bento e da Faculdade de São Bento.  Sua estrutura atual começou a ser construída entre 1910 e 1912, a partir do projeto criado pelo arquiteto alemão  Richard Berndll,  mas o início da história do Mosteiro tem mais de 400 anos. Cerca de 45 monges vivem no Mosteiro, onde dedicam suas vidas à tradição do "ora e trabalha" (em  latim :  ora et labora). No caso dos monges paulistanos, acrescentou-se a tradição "e leia" (em latim :  et legere). Os religiosos estão sempre dispostos a receber hóspedes e visitantes, acolhendo os que vêm à procura de oração,  retiro, orientação espiritual ou confissão. A Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção (elevada a esta dignidade em 14 de junho de 1922) possui o  coro  para o ofício divino  em rito monástico rezado diariamente pelos monges e a missa  em rito romano, ambos com canto gregoriano.

Desde 2006, o titular do mosteiro é dom abade Mathias Tolentino Braga,  que, em maio de 2007, hospedou o papa Bento XVI  em sua primeira visita ao Brasil. 

O teatro secreto do Mosteiro :




Pouco conhecido, é seu teatro. Erguido em 1903, o espaço com capacidade para 280 lugares sempre teve uma programação controlada, de forma a não tirar a tranquilidade dos beneditinos da clausura vizinha. Apesar disso, abrigou momentos importantes da dramaturgia paulistana. Na década de 30, o poeta Oswald de Andrade declamava ali seus versos em concorridos saraus.
Anos mais tarde, atores como Raul Cortez, Sérgio Cardoso e Tarcísio Meira, iniciaram no local sua carreira nos palcos. Atualmente, ele recebe  eventos fechados e poucas peças, a maioria ligada a religião, como Theresinha.  



                           Aos domingos tem atividades como o brunch, preparados pelos monges.







quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Igrejas do centro velho de São Paulo - Páteo do Colégio















A Igreja do Beato Anchieta
Em 1556, o Pe.Afonso Brás finalizou a construção em taipa da primeira Igreja dos jesuítas em São Paulo, anexa às dependências do Colégio. Prejudicada por 13 anos de ausência forçada dos padres da Cia. de Jesus, que foram expulsos da vila, foi reconstruída e ampliada a partir de 1667, que teve como padroeiro o Senhor Bom Jesus.
Após nova expulsão, em 1759, a Igreja do Bom Jesus passou à tutela da Diocese de São Paulo, tendo ruído irremediavelmente em 1896, restando apenas a sua torre. Com a devolução do espaço aos jesuítas em 1979, foi construída nova igreja, dedicada à devoção do Beato José de Anchieta.
Igreja do Beato Anchieta
Pça. Pátio do Colégio, 84 - Centro - São Paulo, SP. CEP 01016-004 Fone: 3105-6899 r.115
 Museo

Em 1954, entre as comemorações do IV Centenário da Cidade, foi organizada a “Campanha de Gratidão aos Fundadores de São Paulo”, com a finalidade de recuperar o espaço jesuítico no Pateo do Collegio e devolve-lo à Cia. de Jesus. Desde a segunda expulsão, em 1759, embora tenham conseguido reassumir as funções de caráter religioso, os jesuítas não haviam recuperado o sítio onde fundaram, em 1554, o colégio que deu origem à cidade. O mesmo se deu com os objetos de culto, que constituíam um precioso acervo acumulado ao longo do tempo.
O retorno da Cia. de Jesus ao Pateo do Collegio só foi efetivado em 1979, ocasião em que foram inaugurados no sítio histórico o Museu e Capela Padre Anchieta.


Localizado dentro do Pateou do Colégio , o Museu Anchieta é composto por cerca de 700 objetos que integram as coleções, hoje expostas em seis salas e no espaço da cripta.




Histórico do monumento e do Troféu da Paz


A Associação Comercial de São Paulo e o Marco da Paz atravessam fronteiras pela união dos povos na construção da Cultura de Paz no mundo. O Marco da Paz é  um monumento idealizado por Gaetano Bracanti Luigi, nascido na Itália durante a segunda Guerra Mundial.
Em 2010,  comemoraram-se os 10 anos de um sonho de criança que virou realidade no mundo. O símbolo do Marco da Paz, criado em forma de um arco com pomba e o sino, marca presença nos cinco continentes.
Com a segunda Guerra Mundial, o mundo foi abalado pela dor e destruição. Naquele tempo, a presença da fome e do sofrimento geral em toda a Europa.





Igrejas do centro de São Paulo - Catedral da Sé



                                             Igrejas do centro de São Paulo - Catedral da Sé




Construído e instalado no ano de 1591, o primeiro projeto da Catedral da Sé foi feito em taipa de pilão, sistema rudimentar de construção de paredes e muros que consiste em comprimir a terra em formas de madeira no formato de uma grande caixa, onde o material a ser socado é disposto em camadas. O local escolhido para a "Velha Sé", como a igreja era chamada, foi definido pelo cacique Tibiriçá, primeiro índio a ser catequizado pelo padre José de Anchieta.
No ano de 1745, a chamada “Velha Sé” teve sua categoria elevada à catedral. Desta forma, tem início naquele ano um projeto de edificação da segunda matriz da Sé, que seria feita no mesmo local da anterior. Porém, foi somente no ano de 1913 que foi iniciada a construção da Catedral da Sé como é conhecida atualmente. Elaborada pelo alemão Maximilian Emil Hehl, professor de Arquitetura da Escola Politécnica, a catedral teve sua inauguração no dia 25 de janeiro de 1954, nas comemorações do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo, sem ainda possuir suas duas torres principais.
A importância política e histórica da Catedral da Sé pode ser observada em diversos momentos. Mesmo na época da ditadura militar (1964-1984), o arcebispo D. Agnelo Rossi assume sua posição a dá início a uma fase religiosa onde a teologia da libertação,  baseada na opção preferencial pelos pobres, contra a pobreza, e pela sua libertação, fato que contrariava os interesses políticos vigentes na época.
Outra figura importante na história da Catedral da Sé foi o arcebispo D. Paulo Evaristo Arns, frade franciscano, sacerdote católico que se dedicou no combate à ditadura militar. O arcebispo denunciava torturas, crimes e cedia o espaço do templo para manifestos pelos desaparecidos políticos e pela anistia  internacional.




Em 1913, iniciou-se a construção da Catedral como é hoje, elaborada pelo alemão Maximilian Emil Hehl, professor de Arquitetura da Escola Politécnica. O templo foi inaugurado em 25 de janeiro de 1954, na comemoração do 4º Centenário da Cidade de São Paulo, ainda sem as duas torres principais.
A primeira versão da igreja foi instalada em 1591, quando o cacique Tibiriçá escolheu o terreno onde se encontraria o primeiro templo da cidade, construído em taipa de pilão (parede feita de barro e palha socados, estruturados em toras).

Em 1745, a "velha Sé", como era chamada, foi elevada à categoria de catedral. Por isso, neste mesmo ano, iniciou-se a edificação da segunda matriz da Sé, no mesmo local da anterior. Ao lado dela, em meados do século XIII, levantou-se a Igreja de São Pedro da Pedra. Em 1911, os dois templos foram demolidos para dar espaço ao alargamento da Praça da Sé e, finalmente, à versão atual da catedral.
O monumento também teve a sua importância na vida política do País. Em tempos de despotismo militar, D. Agnelo Rossi (1964-1970) assumiu o arcebispado, inaugurando a fase da teologia da libertação e da opção preferencial pelos pobres. Desde 1970, sobressaiu-se a figura do cardeal arcebispo D. Paulo Evaristo Arns, que dedicou todo o seu tempo e o seu esforço ao combate à ditadura militar, denunciando os crimes, as torturas e cedendo a catedral para as manifestações políticas e ecumênicas pelos desaparecidos políticos e pela anistia.






Catedral Metropolitana de São Paulo ou Catedral da Sé, é a catedral da Arquidiocese, Brasil.  Localiza-se na Praça da Sé, na Zona Central,  do município de São Paulo.
Em 2013 o Arcebispo  Metropolitano da Arquidiocese era o cardeal Odilo Pedro Scherer.  A sua construção, em estilo neogótico, começou em 1913 e terminou quatro décadas mais tarde. A construção estava pronta para o 400º aniversário de fundação da cidade, em seguida, humilde de São Paulo pelo cacique Tibiriçá  e pelos padres jesuítas Manuel da Nóbrega e José Anchieta.

Apesar de ter uma ,cúpula de estilo renascentista  a Catedral Metropolitana de São Paulo é considerada como o quarto maior templo neogótica  do mundo. A catedral é o templo principal da paróquia de Nossa Senhora da Assunção de São Paulo, criada em  10 de agosto de 1591.


A catedral possui ainda uma cripta aberta à visitação, inaugurada em 1919. Com trinta câmaras mortuárias, mantém, até os dias atuais, os sarcófagos dos bispos e arcebispos, além de guardar os restos mortais do cacique Tibiriçá, o primeiro cidadão de Piratininga, e do padre Feijó, Regente do Império.




Bem à sua frente, o Marco Zero da cidade de São Paulo. O pequeno monumento de mármore em forma hexagonal, construído em 1934, traz um mapa das estradas que partem de São Paulo com destino a outros estados. Cada um de seus lados representa, simbolicamente, outra cidade ou estado brasileiro: o Paraná (araucária), Mato Grosso (vestimenta dos Bandeirantes), Santos (navio), Rio de Janeiro (Pão de Açúcar e suas bananeiras), Minas Gerais (materiais de mineração profunda) e Goiás (bateia, material de mineração de superfície).






 Esculturas na Praça da Sé





Sendo um dos cinco maiores templos neogóticos do mundo, a catedral da Sé, foi reaberta em 2002, após três anos de reformas e voltou a oferecer missas diárias. Além disso, agora há visitas monitoradas durante toda a semana
















Igrejas do centro de São Paulo - Nossa Senhora do Carmo

Endereço:
Av. Rangel Pestana, 230 - São Paulo
 

 












Em 1580 a Ordem dos Carmelitas chegou ao Brasil com intuito de formar uma colônia e com a missão de fundar conventos em diversas regiões do país.
Em 1592, o frei Antônio de São Paulo Pinheiro fundou a Igreja do Carmo de São Paulo, sobre a várzea do Tamanduateí. Em 1696, edificou-se o Convento dos Carmelitas, distinguindo o edifício antigo do novo.
Em 1697, foi erguida ao lado da igreja conventual a Capela da Ordem Terceira do Carmo, que permanece no centro até os dias de hoje.
Em 1927, o escritório de Ramos de Azevedo projeta novas torres para o edifício, porém, em 1928 desapropriou e demoliu os prédios da Igreja e do convento para construção da Avenida Rangel Pestana.
No dia 1 de abril de 1934 foi inaugurada a Basílica de Nossa Senhora do Carmo de São Paulo, situada no bairro da Bela Vista (onde se encontra hoje), a qual foi projetada por Georg Przyrembel (1885-1956), arquiteto polonês filiado à arquitetura eclética, que soube aproveitar as obras sacras da antiga igreja do Carmo, como os dois altares (estão o altar-mor um sobre o outro) e os parapeitos dos janelões. As pinturas foram feitas por Tullio Mugnaini, as Vias Sacras por Carlos Oswald e os vitrais pela Casa Conrado com figuras de Santos carmelitas.



Patrimônio histórico, artístico, cultural e religioso de São Paulo, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo estende as mãos para pedir ajuda para suas obras de restauro. Esta joia brasileira de rara beleza, listada entre as mais belas Igrejas do mundo, conta com as sua ajuda!

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