terça-feira, 10 de março de 2020

Templo Zu Lai






Templo Zu Lai (em  chinês,  如來寺) é o maior  templo budista da América Latina,  com 10 000 metros quadrados de área construída, ocupando um terreno com 150 000 metros quadrados. Inaugurado em  5 de outubro de 2003,  ele está localizado no município de  Cotia,  com acesso pela  Rodovia Raposo Tavares. 




Ligado ao  monastério Fo Guang Shang,  com raíz no  Budismo Mahayana,  o Templo Zu Lai tem como objetivo manter a tradição da natureza búdica, deixando-a ao alcance de todos. Seus frequentadores utilizam os ensinamentos do  Budismo Humanista  com o objetivo de ensinar os princípios do monastério Fo Guang Shan, divulgando o  Budismo  através da  educação, cultura, filantropia e purificação espiritual.



Em 1992 o venerável mestre  Hsing Yun  veio ao Brasil, a convite de um templo da cidade de São Paulo,  para uma cerimônia. Um discípulo presente perguntou se ele não poderia deixar um monge de sua comitiva no país para que os ensinamentos tivessem continuidade. A monja Jue Cheng (Mestra Sinceridade) se dispôs a ficar e iniciar o projeto, ganhando posteriormente o nome Mestra Sinceridade.





O discípulo que pediu ao mestre que deixasse um monge no Brasil doou uma casa em um sítio para que os trabalhos fossem realizados. Não muito pequena, tornou-se um espaço para as cerimônias, cultos e ritos. Quatro anos mais tarde o número de seguidores passava de cem, o que levou a necessidade de se ampliar o espaço. Apesar da reforma feita, o local ainda não apresentava condições para abrigar os seguidores, então optou-se pela construção de um  templo  maior.


Como os arquitetos brasileiros envolvidos no projeto não conheciam a arquitetura de um  templo, A mestra  Sinceridade montou uma equipe que viajou à  China  com o objetivo de conhecer os  templos da Dinastia Tang.  A pedra fundamental foi lançada em 1999. Como as  telhas e o parapeito do templo  precisavam ser importadas da  China,  já que na época ninguém no Brasil fazia este tipo trabalho, os recursos foram insuficientes para que as obras tivessem início imediato, o que adiou a inauguração do Templo Zu Lai para outubro de 2003.








segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

A história da Vila Holandesa, em Santana










A história da Vila Holandesa, em Santana

O conjunto de sobrados traz fachadas de tijolo aparente e janelas verdes



Instalado na Rua Marechal Hermes da Fonseca, em Santana, o conjunto de vinte sobrados conhecido como Vila Holandesa chama a atenção de quem passa por suas janelas verdes e fachadas de tijolo aparente.


Trata-se do Jardim Dona Rosa, construído entre 1952 e 1954 pelo casal de imigrantes holandeses Dirk e Selma Berkhout. Dirk atuava como cônsul-geral da Holanda em São Paulo e, junto com a mulher, pretendia lucrar com os aluguéis dos imóveis.




A dupla possuía outras edificações na cidade com o mesmo propósito, em bairros como Higienópolis e Vila Mariana. Hoje, os lotes abrigam, além de residências, um escritório de advocacia, um espaço gastronômico, uma padaria e uma loja de roupas. Todos foram tombados pelo Patrimônio Histórico em 2018.

Publicado Veja  São Paulo

Com reportagem de Alice Padilha e Rafaela Bonilla.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Egito Antigo : Do Cotidiano à Eternidade


                                       Egito Antigo: Do Cotidiano à Eternidade 

                                         Centro Cultural do Banco do Brasil
















“Egito Antigo: Do Cotidiano à Eternidade” chega a São Paulo. A exposição, gratuita, abriu ao público,  de 19 de fevereiro a 11 de maio no Centro Cultural Banco do Brasil, no centro da cidade.




O CCBB em São Paulo não conseguirá chegar perto do volume de público do Rio, já que seu espaço expositivo é muito menor que o do CCBB carioca. Assim, as visitas, que deverão ser agendadas pela internet para evitar filas, estarão limitadas a 8.500 pessoas por dia. A estimativa é receber 500.000 pessoas em quase três meses de exposição.




Tjabbes, historiador de arte, é um dos curadores de Egito Antigo: do Cotidiano à Eternidade. O italiano Paolo Marini divide com ele essa tarefa. Marini é egiptólogo (arqueólogo dedicado à história da civilização egípcia) e o organizador responsável pela organização de mostras itinerantes do Museu Egípcio de Turim. Em dois anos de trabalho, a dupla selecionou um grupo de itens composto de esculturas, caixões e uma múmia humana que causa furor entre os visitantes. A mulher, chamada Tararo, tem cerca de 1,50 metro de altura. Deve ter vivido por volta de 700 anos a.C., período recente para a civilização egípcia, que durou cerca de seis milênios, se considerada a pré-história, época em que a escrita não existia. Tararo foi contemporânea da 25ª dinastia, conhecida também como a dos faraós negros. “Embora não seja uma figura da realeza, a julgar pelo sarcófago, seu status social era alto. Ela levava o título de senhora da casa”, explica Marini. Tal nomeação pode significar que ela era uma esposa legítima, que provê herdeiros, ou uma mulher idosa, autônoma, capaz de manter sua própria casa. Sobre a anciã, ele faz ainda uma ressalva: “Não se sabe como foi descoberta. Contudo, é possível supor que tenha vindo da Necrópoles de Tebas, região ao leste do Rio Nilo, tida como um dos maiores complexos funerários do Egito”.



Outra questão que ronda a “mulher-múmia” é a discussão sobre a exibição de corpos humanos em museus. O debate reúne aspectos relativos à ética, à conservação e aos modos de apresentação ao público. “Nosso trabalho, nesse sentido, é tornar compreensível ao visitante as razões e o contexto em que são mostradas as múmias, com atenção também à sensibilidade dos indivíduos”, afirma Marini. A fala segue em sintonia com um trecho do Acordo de Vermillion, conjunto de seis cláusulas adotadas pelo Congresso Arqueológico Mundial (WAC, na sigla em inglês), em 1989: “O respeito pelos restos mortais será concedido a todos, independentemente de origem, raça, religião, nacionalidade, costume e tradição”. Apesar de todos os cuidados, tem sido recorrente, segundo a egiptóloga Cintia Gama, a posição mais rígida das instituições, que preferem não deixar esses seres longevos sair de seus acervos. “Pode ser a última vez que os brasileiros tenham a chance de ver uma múmia ‘estrangeira’ aqui”, alerta ela, ainda que ciente que o museu curitibano Tutankhamon tem um corpo mumificado em seu acervo.


Conhecer mais o dia a dia do povo egípcio é um ganho para o público brasileiro, o que é sublinhado pela existência de um núcleo chamado Vida Cotidiana na mostra do CCBB. “Na verdade, eles prezavam tanto pela vida que queriam perpetuá-la pela eternidade”, chama atenção o curador Pieter Tjabbes. Contudo, há quem se sinta insatisfeito com o espaço dado ao assunto. “A coleção do Museu de Turim é muito ampla, com milhares de itens sobre o tema. De novo, o que vi foi uma aposta no que é mais famoso e conhecido: tumbas, estatuetas e múmia”, argumenta Antonio Brancaglion Junior, que visitou a exposição no Rio de Janeiro e é professor do Departamento de Antropologia do Museu Nacional (instituição que tinha o maior acervo egípcio da América Latina, com 700 itens). Os números não contestam a afirmação do pesquisador, que foi também um dos curadores da mostra Egito Faraônico, Terra dos Deuses, realizada em 2001 no Masp. No CCBB, há 22 peças na seção Vida Cotidiana, ante as 118 divididas nas duas outras seções: Religião e Eternidade. Para tornar mais complexa a discussão, é preciso falar do fator raridade. Um par de sandálias, de fibra vegetal, sem data determinada, é um item importante para entender como esse povo vivia. O artefato, conservado graças ao clima seco da região, não tem equivalente na civilização grega, que não contou, infelizmente, com “sobreviventes” desse tipo.



Publicado Revista Veja São Paulo
Fotografias de Manoel de Brito

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

SP Escola de teatro


Os Vitrais do Brás





Inaugurada na cidade de São Paulo, em 2010, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco propõe novos desafios para o ensino das Artes Cênicas no Brasil. Com um modelo pedagógico ousado, o espaço toma como prismas da formação as sensibilidades e as potencialidades artísticas, humanas, críticas e cidadãs.
O projeto de criação da Escola foi desenvolvido de 2005 a 2009 e se orienta a partir de três pilares: cursos regulares, cursos de extensão e o Programa Kairós. Três eixos que alicerçam o funcionamento sistêmico dos setores da Instituição, contemplando diferentes ações artístico-pedagógicas.
O aumento da produção teatral e a consequente demanda de mão de obra foram alguns dos impulsos que levaram ao surgimento da Escola, atenta à necessidade de iniciativas que democratizem o acesso da população à formação artística.
Motivada por seu objetivo simples e direto – “artistas que formam artistas”, define o slogan – a Escola articula propostas como, no plano social, a interface com aprendizes contemplados com bolsas-auxílio, atitude que democratiza o acesso ao universo teatral para diferentes camadas da população; e, no sistema pedagógico, a exploração conjunta do terreno do conhecimento por formadores e aprendizes.




Mais história
O engenheiro Manuel Sabater foi responsável, a partir de 1910, por importantes projetos de grupos escolares realizados na capital e em grandes cidades do interior. O mesmo projeto da Escola Normal do Brás previa outro prédio semelhante para o Grupo Escolar de Santos, também referência histórica na cidade. Por esse motivo, ambas as escolas possuem a mesma linguagem arquitetônica no que diz respeito às fachadas e plantas praticamente iguais.


Com valor histórico inegável na paisagem da cidade e na evolução educacional do Estado de São Paulo, o edifício do Brás foi tombado pelo Conselho do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT) em 1988. O mesmo processo tombou outras 122 escolas públicas da capital e do interior.



Em 2004, o espaço foi transferido da Secretaria da Educação do Estado para a Secretaria da Cultura do Estado.


domingo, 9 de fevereiro de 2020

Exposição comemortiva a São Paulo

Exposição  comemorativa  São Paulo.

A Coordenadoria de Educação  e Cultura da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, homenageou São Paulo,  com fotos que fez referência ao espaço público da cidade,  a partir de variáveis artística, arquitetônica, cultural e utilitária .

Foi escolhido endereços que perfazem a memória histórica de constituição  da cidade de São Paulo.

As fotos fazem com que tomemos contato com uma São Paulo retratada em detalhes, fragmentos, nos quais foi destacado os postes de iluminação pública, referenciados em cada  localização histórica.

Os postes, acredita-se, reúnem, além do aspecto simbólico de urbanidade e metafórico de iluminação, elementos estéticos a serem apreciados que, decerto, escapam à vista apressada de quem percorre a cidade.

Luzes da Cidade, motiva quem visita a cidade de São Paulo, a deter-se um pouco mais no ambiente de nossa cidade, ao mesmo tempo em que propicia identificações com os endereços onde estão localizados, ampliando através das fotos , detalhes, que muitas das vezes deixamos de observá-los,

Luzes da Cidade é o resultado do projeto expográfico, com fotografias de Manoel de Brito.





Avenida São João, primeiro plano Edifício Martinelli 

Viaduto Santa Ifigênia








                                                                                                       Praça da Sé






Praça Ramos de Azevedo


Páteo do Colégio
                                                                                                                       Páteo do Colégio



                                               Teatro Municipal - Praça Ramos de Azevedo




                                                Teatro Municipal - Praça Ramos de Azevedo




                                                Secretaria da Justiça do Estado de São Paulo




                           Hall de entrada da Associação dos Funcionários do Estado de São Paulo



                                                                 Hall de entrada

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Carnaval de São Paulo






O Carnaval de São Paulo diz respeito a uma festa de momo  realizada na cidade de  São Paulo,  no estado brasileiro homônimo.  É composto pelo desfile das  escolas de samba no sambódromo Anhembi,  bailes em clubes e blocos de rua. Atualmente, é considerado um dos maiores e mais importantes eventos populares do Brasil.

História

O Carnaval teve sua origem ligada a manifestação do entrudo, que era uma brincadeira onde as pessoas atiravam água e outros líquidos entre si, existente desde o século XV. A partir dai ele se desenvolveu e tomou formas diferentes nos diversos lugares em que se disseminou e floresceu. Em São Paulo, sob forte influência das populações que migravam do campo para a cidade e com o contexto da crise da economia cafeeira, foi a população resultante do êxodo rural causado pela crise do café que desencadeou o início do Carnaval paulistano .

As comemorações carnavalescas e o próprio  samba  diferiam um pouco da cidade do Rio de Janeiro para a cidade de São Paulo, exceto por uma nítida diferença de andamento da candência do som, ou seja, a grosso modo, de velocidade, de tempo da música. O sambista paulista, acostumado à árdua vida nas lavouras de café e migrando para a cidade para realizar o trabalho operário, fazia o que  Plínio Marcos  denominou de "samba de trabalho, durão, puxado para o batuque", contrastando com o lirismo e a cadência do samba carioca. Além disso, o samba paulistano era decisivamente influenciado por outros ritmos fortemente percussivo, como o jongo-macumba,  também conhecido por Caxambú. Data dessa época o início da relação entre o Carnaval e o direito: a repressão policial sofrida pelos sambistas, feita de forma dura e sem critério. Os sambistas, não só no Carnaval, mas durante todo o ano, eram vistos como marginais e duramente perseguidos pelas autoridades. Na periferia marginalizada de uma São Paulo em construção, o som dos batuques anunciava uma cultura imigrante que mais tarde influenciaria a cultura brasileira de forma definitiva.



Na data de 1885,  ocorreu a primeira intervenção da Prefeitura Municipal de São Paulo no Carnaval, promovendo o primeiro desfile carnavalesco dos cordões existentes à época. Os cordões por longo tempo definiram a musicalidade da população operária paulistana, e neles é que se desenvolvia o samba paulistano. No entanto, as manifestações carnavalescas das classes menos abastadas, de forte influência negra, eram praticamente ignoradas pela grande imprensa da época, bem como pelo poder público, que por vezes as reprimia extensivamente.


Em 1914, foi criado o Cordão da Barra Funda, por Dionísio Barbosa,  sendo este cordão um ancestral da  Camisa Verde e Branco.  Ele morou no Rio de Janeiro, onde teve contato com as bandas militares e com carnavalescos que eram populares no século XX, só que os cordões carnavalescos paulistanos exibiam características peculiares. Na frente dos cordões vinha o Baliza, personagem responsável pela execução do malabarismo com bastões para abrir caminho para os demais componentes passarem por ali, além disso, ele também defendia o estendarte do grupo. As características musicais eram a batucada, que ficava responsável pelo ritmo e era executada através dos instrumentos de percussão e sopro, dando destaque ao bumbo, e o choro, que ficam responsáveis pelo acompanhamento melódico e harmônico, além disso também tinha os instrumentos de corda. Destacaram-se posteriormente outros como, Geraldinos, Mocidade do Lavapés, Ruggerone e Campos Elyseos, os maiores da cidade até então.


Carnaval de rua




O carnaval de rua é uma das mais antigas manifestações culturais de São Paulo, sendo que o registro mais antigo de sua realização data de uma ata da Câmara Municipal de  13 de fevereiro de 1604,  quando ainda era chamado de Entrudo. Desde então foi realizado nas ruas paulistanas, apesar das autoridades provinciais tentarem proibi-lo em 1832.
Por conta do entrudo consistir no arremesso de frutas e água de cheiro nos seus participantes, foi se tornando violento e proibido em São Paulo em 1832. Porém, as autoridades só conseguiram terminar com o entrudo ao participar da organização dos desfiles de carnaval em 1856, quando eles tomaram a forma parecida com a atual.
O carnaval de rua, ou blocos de rua, em São Paulo cada ano vem crescendo cada vez mais, trazendo com ele uma dimensão cultural, turística e simbólica enorme, além de importância histórica e artística. Esses tem se tornado tradição aos amantes do carnaval nos últimos anos.
É considerado carnaval de rua todo conjunto de manifestações carnavalescas voluntárias, sejam organizadas ou não, sem finalidade lucrativa e de cunho festivo, que ocorrem na forma de "blocos", "cordões", "bandas" ou semelhantes.
Esses blocos são realizados na própria cidade de São Paulo, em circuitos urbanos notáveis, como grandes avenidas, ruas e praças, acompanhados de carros de som, bandas e com diversos instrumentos de percussão.  Possuem nomes bastantes característicos, trazendo trocadilhos e frases marcantes para agitar ainda mais esse clima de folia nessa época do ano, como por exemplo "Quem me viu Mentiu", "Meu Santo é Pop" entre outros. Não faltou opções de estilos e públicos nos blocos deste ano que conteve blocos com música eletrônica, sucessos dos anos 90, discursos políticos e feministas.
No ano de 2017, 391 blocos de carnaval desfilaram em São Paulo entre os dias 17/02 e 05/03, trazendo multidões às ruas para celebrar essa famosa época do ano.  Junto disso, mostram sua evolução como manifestação carnavalesca. Eles começaram com carrinhos com caixa de som puxados por amigos do bairro local, e agora criaram estrutura de empresa para receber patrocínio e assim fazerem festas na rua com trio elétrico, segurança e músicos profissionais. Há quem seguiu esse caminho apenas para oferecer uma estrutura melhor para uma festa em que cresceu. Em relação ao crescimento, em 2016, segundo pesquisa realizada pelo "Observatório de Turismo e Eventos da SPTuris", o total do público para o carnaval de rua, estima que a quantidade de turistas passou de 3% para 10% do público total da folia. A pesquisa também avalia a quantidade de paulistanos que hospedaram parentes e amigos de fora da cidade em suas casas no período do carnaval, sendo um aumento de 388% para aqueles que foram para curtir o carnaval de rua. Mas alguns blocos já pensam na folia como um negócio, tanto da parte organizacional do bloco em si como todos os ambulantes vendedores que não ficam de fora dessa. Um exemplo do crescimento deste tipo de carnaval foi pelo bloco "Tarado ni Você" com repertório de  Caetano Veloso,  que mostra a diversidade do estilo musical nesta festa, o crescimento deste bloco foi exponencial: de sete mil em 2014, pulou para cerca de vinte mil em 2015, quarenta mil em 2016 e em 2017 a estimativa dos fundadores é de que até setenta mil pessoas estiveram no bloco. Apesar do créscimo dos blocos, muitos ainda resistem a esse crescimento e procuram manter sua base como pequenos blocos, denominados "bloquinhos", em que não visam lucrar ou crescer mas sim preservar algo mais íntimo, em busca do público "família", de poucos problemas ou apenas tentando manter a liberdade dos cortejos pelas ruelas de bairros.
Uma pesquisa feita pela São Paulo Turismo divulga que os bloquinhos obtiveram 200% de participantes a mais em relação ao ano de 2016.]A grande marca de foliões trouxe consigo também grandes casos de furto. A Polícia registrou quase 2 mil casos de furtos e roubos de celulares nos blocos de SP, sendo os principais lugares o  Centro de São Paulo e em Pinheiros. Para aqueles que pensavam que a folia não teria fim, houve diversas confusões e brigas pós bloco por conta da multidão continuar no local do mesmo após término. A polícia teve de utilizar bombas de efeito moral por conta da violação com o combinado de limite para o barulho e ocupação em áreas residencias, como no Centro de São Paulo.
Os blocos ainda agitaram a grande cidade em seus transportes públicos, com a grande ocupação e até mesmo alternação de percurso. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) tomou conta do monitoramento e fechamento dos itinerários e arredores dos blocos, impossibilitando o tráfego de automóveis e fazendo jus ao nome de "carnaval de rua". 
Com uma demanda grandíssima os blocos tiveram que ir em busca de patrocino, o que foi o caso do bloco “To de Bowie” , estabelecido no centro de São Paulo e reunindo mais de 40 mil participantes.
O caso mais evidente de patrocínio são as marcas de cervejas, que estão presentes em todos os blocos de rua, como retorno essas podem divulgar sua marca em abadas dos próprios blocos ou ate nos carros de som.
O bloco de carnaval mais famoso em São Paulo, em 2017, foi o Bloco Casa Comigo, localizado no Largo da Batata. Neste bloco, houve a presença de mais de 700 000 foliões, dentre o seu objetivo principal era o incentivo a todas as pessoas, independentemente de suas escolhas sexuais, terem o direito de dizer 'Casa comigo?'.Contudo, foi notável a quantidade de pessoas que usaram fantasias de casamento ou até mesmo, o famoso véu.



sábado, 25 de janeiro de 2020

Santo do dia do aniversário de São Paulo



Santo do Dia -  conversão de  São Paulo


Saulo ( nome original ) nasceu no ano 10, na atual Turquia.
Era contra o cristianismo, mas sua conversão, 25 de janeiro, tem enorme importância para a Igreja.
Nesse mesmo dia, mas em 1554, ocorreu a fundação da cidade de São Paulo. Um dia, às portas de Damasco, uma luz desceu dos céus e pediu a ele que se juntasse aos apóstolos de Jesus.
A experiência o transformou, ele viajou o mundo espalhando a palavra do Senhor.
Perseguido, foi preso várias vezes.
Foi martirizado no ano de 67, em Roma.