sábado, 26 de outubro de 2019

Onças Pintadas















Cerca de 90 onças-pintadas estilizadas estão espalhadas pelas ruas da  
cidade de  São Paulo a partir de25-10-2019. A ação faz 
parte da Jaguar Parade, intervenção artística urbana que reúne esculturas de onças estilizadas por artistas.
Elas estavam expostas em shoppings e parques da cidade e, a partir de 
agora, vão invadir as ruas de São Paulo.
O objetivo é chamar a atenção para a degradação da fauna silvestre do país, em especial da onça-pintada, que corre risco de extinção. Segundo o Onçafari, 
uma das entidades beneficiadas pelo evento, essa espécie é classificada 
como vulnerável no Brasil. Porém, em alguns biomas como a Mata Atlântica, a espécie é considerada como criticamente ameaçada, pois existem menos de 300 indivíduos em toda sua extensão.
No dia 29 de novembro, Dia Internacional da Onça Pintada a Artery, organizadora da exposição, realizará um leilão no Hotel Unique para 
arrematar as peças. Metade do valor arrecadado será destinado a entidades originalmente brasileiras com foco na preservação da onça-pintada e de seu ecossistema.
As esculturas estão nas avenidas Paulista, Faria Lima, Rua Oscar Freire,
 Praça Ramos de Azevedo, Praça da República, Praça da Sé, além de endereços em bairros como Santana, Barra Funda, Pinheiro, Perdizes e Vila Mariana, entre outros. 

Fonte : G1










domingo, 30 de junho de 2019

Tarsila do Amaral


  




Tarsila do Amaral

Foi uma  pintora, desenhista e  e tradutora  brasileira  e uma das figuras centrais da pintura e da primeira fase do movimento  modernista  no Brasil, ao lado de Anita Malfatti.  Seu quadro  Abaporu de 1928,  inaugura o movimento antropofágico  nas artes plásticas.




Nascida em 1º de setembro de 1886, em  Capivari,  interior de São Paulo, era filha de José Estanislau do Amaral Filho e de Lídia Dias de Aguiar, e neta de José Estanislau do Amaral, cognominado “o milionário” em virtude da imensa fortuna acumulada em fazendas do interior paulista.
Seu pai herdou a fortuna e diversas fazendas, onde Tarsila e seus sete irmãos passaram a infância. Desde criança, fazia uso de produtos importados franceses e foi educada conforme o gosto do tempo. Sua primeira mestra, a belga Mlle. Marie van Varemberg d’Egmont, ensinou-lhe a ler, escrever, bordar e falar francês. Sua mãe passava horas ao piano e contando histórias dos romances que lia às crianças. Seu pai recitava versos em francês, retirados dos numerosos volumes de sua biblioteca.
Tarsila era tia do geólogo  Sérgio Estanislau do Amaral.

Tarsila do Amaral estudou em São Paulo, em colégio de freiras do bairro de Santana e no Colégio Sion.  E completou os estudos em Barcelona, na Espanha,  no Colégio Sacré-Coeur.

Primeiro casamento

Ao chegar da Europa, em 1906, casou-se com o médico André Teixeira Pinto. O marido se opôs ao desenvolvimento artístico de Tarsila e exigiu dedicação exclusiva à vida doméstica, levando à separação do casal. A anulação definitiva do casamento foi concretizada anos depois. Com ele teve sua única filha, a menina Dulce, nascida no mesmo ano do casamento. Tarsila se separou logo após o nascimento da filha e voltou a morar com os pais na fazenda, levando Dulce.

Início da carreira



Começou a aprender pintura em 1917, com  Pedro Alexandrino Borges.  Mais tarde, estudou com o alemão  George Fischer Elpons.
 Em 1920, viaja a Paris e frequenta a Academia Julian,  onde desenhava nus e modelos vivos intensamente. Também estudou na  Academia de Émile Renard.
Apesar de ter tido contato com as novas tendências e vanguardas, Tarsila somente aderiu às ideias modernistas ao voltar ao Brasil, em 1922. Numa confeitaria paulistana, foi apresentada por Anita Malfatti aos modernistas Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia.
 Esses novos amigos passaram a frequentar seu atelier, formando o Grupo dos Cinco.



                                                                  Oswald de Andrade




                                                                  Mário de Andrade




                                                                      Anita Malfatti


Em janeiro de 1923, na Europa, Tarsila se uniu a Oswald de Andrade e o casal viajou por Portugal e Espanha.
 De volta a Paris,  estudou com os artistas cubistas: frequentou a Academia de Lhote, conheceu  Pablo Picasso  e tornou-se amiga do pintor  Fernand Léger,  visitando a academia desse mestre do cubismo, de quem Tarsila conservou, principalmente, a técnica lisa de pintura e certa influência do modelado legeriano.

Fases Pau-Brasil e Antropofagia



Em 1924, em meio à uma viagem de "redescoberta do Brasil" com os modernistas brasileiros e com o poeta franco-suíço  Blaise Cendrars,  Tarsila iniciou sua fase artística “Pau-Brasil”, dotada de cores e temas acentuadamente tropicais e brasileiros, onde surgem os "bichos nacionais"(mencionados em poema por  Carlos Drummond de Andrade),  a exuberância da fauna e da flora brasileira, as máquinas, trilhos, símbolos da modernidade urbana.


Casou-se com Oswald de Andrade em 1926 e, no mesmo ano, realizou sua primeira exposição individual, na Galeria Percier, em Paris. Em 1928, Tarsila pinta o  Abaporu,  cujo nome de origem indígena significa "homem que come carne humana", obra que originou o Movimento Antropofágico,  idealizado pelo seu marido.
A Antropofagia propunha a digestão de influências estrangeiras, como no ritual canibal (em que se devora o inimigo com a crença de poder-se absorver suas qualidades), para que a arte nacional ganhasse uma feição mais brasileira.


Em julho de 1929, Tarsila expõe suas telas pela primeira vez no Brasil, no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, em virtude da quebra da Bolsa de Nova York, conhecida como a  Crise de 1929,  Tarsila e sua família de fazendeiros sentem no bolso os efeitos da crise do café e Tarsila perde sua fazenda. Ainda nesse mesmo ano, Oswald de Andrade separa-se de Tarsila porque ele se apaixonou e decidiu se casar com a revolucionária  Patrícia Galvão,  conhecida como Pagu. Tarsila sofre demais com a separação e com a perda da fazenda, o que a leva a entregar-se ainda mais a seu trabalho no mundo artístico.
Em 1930, Tarsila conseguiu o cargo de conservadora da  Pinacoteca do Estado de São Paulo. Organização do catálogo da coleção do primeiro museu de arte paulista. Porém, com o advento da ditadura de  Getúlio Vargas e com a queda de  Júlio Prestes,  perdeu o cargo.

Viagem à URSS e fase social

Em  1932,  Tarsila vendeu alguns quadros de sua coleção particular para poder viajar à  União Soviética  com seu novo marido, o psiquiatra paraibano  Osório César,  que a ajudaria a se adaptar às diferentes formas de pensamento político e social. O casal viajou a  Moscou.  Leningrado, Odessa, Constantinopla, Belgrado e Berlim.  Logo estaria novamente em Paris, onde Tarsila sensibilizou-se com os problemas da classe operária. Sem dinheiro, trabalhou como operária de construção, pintora de paredes e portas. Logo conseguiu o dinheiro necessário para voltar ao Brasil. Com a crise de 1929, ela perdera praticamente todos os seus bens e sua fortuna.
No Brasil, por participar de reuniões políticas de esquerda e pela sua chegada após viagem à  URSS,  Tarsila é considerada suspeita e é presa, acusada de  subversão. Em  1933  a partir do quadro “Operários”, a artista inicia uma fase de temática mais social, da qual são exemplos as telas Operários e Segunda Classe. Em meados dos anos 30, o escritor  Luís Martins,  vinte anos mais jovem que Tarsila, torna-se seu companheiro constante, primeiro de pinturas depois da vida sentimental. Ela se separa de Osório e se casa com Luis, com quem viveu até os anos 50.


A partir da década de 40, Tarsila passa a pintar retomando estilos de fases anteriores. Expõe nas 1ª e 2ª  Bienal de São Paulo  e ganha uma retrospectiva no  Museu de Arte Moderna de São Paulo  (MAM) em  1960.  É tema de sala especial na Bienal de São Paulo de  1963 e,  no ano seguinte, apresenta-se na 32ª Bienal de  Veneza. 

Últimas décadas: 1960 e 1970

Em  1965,  separada de Luís e vivendo sozinha, foi submetida a uma  cirurgia de coluna,  já que sentia muitas dores, e um erro médico a deixou paralítica, permanecendo em cadeira de rodas até seus últimos dias.
Em  1966,  Tarsila perdeu sua única filha, Dulce, que faleceu de um ataque de  diabetes,  para seu desespero. Nesses tempos difíceis, Tarsila declara, em entrevista, sua aproximação ao  espiritismo.


A partir daí, passa a vender seus quadros, doando parte do dinheiro obtido a uma instituição administrada por  Chico Xavier,  de quem se torna amiga. Ele a visitava, quando de passagem por  São Paulo e  e ambos mantiveram correspondência.
Tarsila do Amaral, a artista-símbolo do modernismo brasileiro, faleceu no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, em  17 de janeiro de 1973  devido a causas naturais. Foi enterrada no  Cemitério da Consolação  de vestido branco, conforme seu desejo.


Representações na cultura

Tarsila do Amaral já foi retratada como personagem no cinema e na televisão, interpretada por Esther Goés  no filme  "Eternamente Pagú"  (1987),  Eliane Giardini  nas minisséries  "Um Só Coração"  (2004) e "JK" (2006).
A artista também foi tema da peça teatral Tarsila, escrita entre novembro de 2001 e maio de 2002 por  Maria Adelaide do Amaral.  A peça foi encenada em 2003 e publicada em forma de livro em 2004. A personagem-título foi interpretada pela atriz Esther Góes e a peça também tinha Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Anita Malfatti como personagens.
Tarsila do Amaral foi homenageada pela União Astronômica Internacional, que em 20 de novembro de 2008 atribuiu o nome "Amaral" a uma cratera do planeta Mercúrio.[4]
Em 2008, foi lançado o Catálogo Raisonné Tarsila do Amaral, uma catalogação completa das obras da artista em três volumes, em realização da Base7 Projetos Culturais, com patrocínio da Petrobras, numa parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura e Governo do Estado de São Paulo.


sexta-feira, 24 de maio de 2019

Jardim Botânico de São Paulo






Jardim Botânico de São Paulo foi fundado em 1928 a partir de um convite feito ao naturalista brasileiro,  Frederico Carlos Hoehne,  para que implantasse um projeto de  botânica  na região da  Água Funda (bairro)  no estado de São Paulo, antes disso a região servia para abastecimento de aguá do Ipiranga (bairro da cidade de São Paulo). Nesse mesmo ano foi criado por Frederico o  Orquidário de São Paulo,  considerado o marco inicial do jardim. Porém, foi apenas em 1938, com a criação do Departamento de Botânica de São Paulo, que o espaço foi definidamente oficializado .



O jardim botânico de São Paulo tem o objetivo de mostrar o quanto à natureza é importante, e enfatizar cada vez mais o cuidado que devemos ter com a  biodiversidade,  a partir desse intuito ele abriga inúmeros seres vivos, como por exemplo árvores que estão em risco de  extinção  e 139 espécies de aves.
Atualmente, o local possui cerca de 360 mil metros quadrados, espaço que abriga 380 espécies diferentes de árvores e animais como os tucanos-de-bico-verde e bugios. 


No Jardim, se encontram também o Instituto de Botânica e o Museu Botânico de São Paulo,  e o parque está também geograficamente implantado no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, popularmente conhecido como Parque do Estado. O Instituto dispõe de uma biblioteca com cerca de 6.400 livros, inúmeras obras do século XX e um dos maiores acervos botânicos que existem no estado de  São Paulo. 
Já no Museu Botânico é possível encontrar inúmeras amostras de plantas da flora  brasileira, uma coleção de produtos extraídos de plantas (como fibras, óleos, madeiras e sementes), além de quadros e fotos representativos dos diversos  ecossistemas  do Estado.



No conjunto de atrações do Jardim Botânico de São Paulo destacam-se além do Instituto e do Museu, a Alameda Fernando Costa, o Córrego Pirarungáua, as Escadarias/Jardim de Lineu - inspirados no Jardim Botânico de  Upsália, na Suécia -  duas estufas consideradas marcas históricas do Jardim Botânico (uma alojando plantas típicas da Mata Atlântica e a outra destinada a exposições temporárias), o Lago das  Ninféias,  o Jardim dos Sentidos, a Trilha da Nascente do Riacho do  Ipiranga e o Portão  Histórico de 1894.






segunda-feira, 25 de março de 2019

Planetário do Ibirapuera - Pofessor Aristóteles Orsini










Planetário Professor Aristóteles Orsini, também conhecido como  Planetário do Ibirapuera,  está localizado no Parque do Ibirapuera,  na cidade de São Paulo.  Foi inaugurado em 26 de janeiro de  1957,  sendo o primeiro planetário  do Brasil, é administrado pela  Prefeitura de São Paulo,  através da Universidade Aberta do  Meio Ambiente.  O planetário do Ibirapuera  é considerado uma grande atração para os fãs do espaço sideral graças ao projetor de última geração Starmaster, que devido ao seu posicionamento no centro da sala e a outros fatores importantes como, características arquitetônicas, os visitantes tem-se uma sensação maior de imersão.



A estrutura que se destaca-se entre as árvores, dispõem de uma estrutura de cúpula com aproximadamente 9 metros de altura e 18 metros de diâmetro.O projeto é de autoria dos arquitetos  Eduardo Corona, Roberto Tibaue  Antônio Carlos Pitombo, inicialmente a proposta era que a construção do mesmo em uma estrutura metálica, o que foi brevemente descartado devido à questões orçamentárias, entretanto, os arquitetos acharam uma saída para tal problema, a construção de duas cúpulas sobrepostas e autônomas, a interna em concreto armado e a externa disposta em arcos de madeira e revestimento de alumínio  proporcionando espaço necessário para funções de suporte do planetário, como: administração, circulação, sanitários, entre outros serviços.
Em 2003, foi desenvolvida uma nova proposta ditada pelos arquitetos Paulo Faccio e  Pedro Dias.  Foi realizado a manutenção das características do projeto inicial e a busca de maneira crítica por materiais e técnicas que melhor as valorizassem, como por exemplo, o restauro da estrutura de  madeira que agora é mantido como um gesto simbólico para a nova fase do  planetário,  a substituição do revestimento externo por chapas de alumínio  zipada, e a inserção de uma terceira cúpula sob a cúpula de concreto exigida por uma tecnologia mais atualizada.
Em seus arredores também é possível notar o  Relógio de Sol  e a Esfera Armilar Equatorial ambos com placas informativas de como utilizar.



O espaço foi considerado um importante patrimônio histórico, científico e cultural e é tombado pelo Conselho Municipal de Tombamento e Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo ( CONPRESP)  e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico,  Artístico e Turístico do Estado .





Em 1951, o  Professor Aristóteles Orsini,  então diretor científico da Associação dos Amadores de Astronomia de São Paulo (AAA), sugeriu o envio de uma lista, com os planetários já existentes no mundo, para a Comissão do  Quarto Centenário da cidade de São Paulo,  que havia sido criada com o intuito de organizar as comemorações referentes aos 400 anos da cidade. A ideia inicial era de que fosse construído um planetário na capital paulistana e que sua inauguração fizesse parte dos festejos, que aconteceriam em 1954.
A proposta sugerida pelo professor foi levada adiante na então gestão do prefeito  Armando de Arruda Pereira. Assim, em 1952, a Prefeitura de São Paulo comprou o projetor Zeiss, feito pela fábrica alemã de aparelhos óticos de mesmo nome fundada por Carl Zeiss.  O custo total do aparelho foi de Cr$ 3.000.000, em valores de 1952, incluindo a embalagem e o transporte.
O professor Orsini chegou a viajar para a  Alemanha,  comissionado pela Prefeitura, para visitar o Observatório Solar de Zurique como parte do projeto de instalação do planetário paulista. Com a mesma finalidade, ele também realizou um estágio no Planetário do “Palais de la Découverte”, em Paris na França.



No entanto, pelo fato de o projetor ter sido retido no porto de Santos  por questões alfandegárias e a construção do prédio do planetário não ter sido finalizada, a inauguração teve de ser adiada e não fez parte dos eventos comemorativos do  Quarto Centenário da cidade de São Paulo. 
Finalmente em 1955, em uma Assembléia Geral da Associação dos Amadores de Astronomia de  São Paulo,  foi comunicado a todos que o projetor Zeiss havia sido liberado pela alfândega. Entretanto, ele só pode ser instalado no final de 1956, quando foi concluída a construção do edifício do planetário. O processo de instalação contou com a colaboração do Professor Orsini, ao lado do engenheiro  José Carlos de Figueiredo Ferraz - na época, Secretário de Obras do Município — e do Prof. Abrahão de Moraes, Diretor Científico da AAA.
Contudo, durante a construção da cúpula que abrigaria o projetor, surgiu outro empecilho. A previsão era de que a estrutura fosse feita de metal e custaria cerca de Cr$ 700.000 para a Prefeitura, porém, como a realização do projeto atrasou em três anos, a cúpula passou a custar Cr$ 5.000.000, valor muito superior à verba dada pelo governo municipal. A solução do engenheiro Ferraz foi projetar e executar uma cúpula de projeções feita de concreto — que acabou se tornando a primeira do gênero em todo o mundo.
Por fim, em 26 de janeiro de 1957, foi inaugurado o "Planetário Municipal de São Paulo", que posteriormente passou a se chamar Planetário Professor Aristóteles Orsini, em homenagem ao seu idealizador, que também proferiu o discurso inaugural, a convite do prefeito da época  Wladimir de Toledo Piza.




O Relógio de Sol,  foi um instrumento de extrema importância na antiguidade grega e romana,  cujo ápice foi na Idade  Idade Média,  naquela época praticamente todas as igrejas  e catedrais  dispunham de um que era construído com o intuito de regularizar os horários das orações usando como referência a posição do mesmo. Conhecido popularmente como relógio de jardim  (desenhos horizontais), a marcação de horas é dada de forma que o sol projeta sua sombra sobre a superfície com linhas que indicam as horas do dia, com uma haste afiada situada no relógio, para quando o sol  se mover, a sombra da haste se alinhe com as diferentes linhas de horas.

Tradicionalmente, os  relógio de sol  trazem o costume de carregar um lema, uma epígrafe simples, que nos resulta muitas vezes em uma reflexão sobre o tempo e a brevidade  da vida. O relógio localizado no parque do Ibirapuera  traz a seguinte frase “Carpe Diem”, traduzindo “Aproveite o dia”. De fato, por mais que o uso desse instrumento seja ultrapassado, ele ainda é muito utilizado com finalidades educacionais e como objeto de de decoração,  sendo construídos em locais públicos como, jardins, praças, parques, entre outros.




A  Esfera Armilar,  é um instrumento composto por diversos anéis, cada anel move-se separadamente e representa um dos elementos do cosmos.  A palavra Armilar, deriva-se do latim e significa bracelete, anel de ferro. A Esfera com armilas ou anéis é uma representação do Universo. A Terra ocupa a posição central nessas esferas. As armilas principais representam os meridianos celestes, na vertical o equador e os  trópicos,  na horizontal os círculos polares e na diagonal a banda do zodíaco, que traça o movimento aparente do Sol pelo céu passando pelos signos do  zodíaco. 
Em épocas passadas, tornou-se um símbolo manuelino de poder marítimo, político e econômico associado  às navegações,  onde fora utilizada como um instrumento que auxiliou os portugueses durante a  Era dos descobrimentos,  ajudando a expandir seus territórios. Era um instrumento que se orientava por meio dos astros na travessia dos oceanos. Em muitas bandeiras foi colocado o símbolo da Esfera de Armilar, incluindo a bandeira do Brasil e de Portugal.


O Projetor StarMaster é, dispõem da eficácia para avistar o céu de qualquer ponto já conhecido do universo como, por exemplo, a partir de Marte. Por fazer o uso de um sistema de projeção de fibra óptica,  inclusive todos os astros, são representados em cores e brilhos reais, de forma que combina as vantagens do design em forma de halteres com o moderno conceito starball. O equipamento foi instalado com 5 planetas não localizados na starball: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno e Terra. Este equipamento possui a capacidade de realizar uma simulação do céu de qualquer ponto do sistema solar, e também dispõem de um sistema de iluminação próprio que simula as nuvens.

sábado, 16 de março de 2019

Elvira Schuartz - através do vidro, objetos e poemas.







Após quinze anos de trabalho no sempre curioso mundo do vidro, Elvira Schuartz conta como aprendeu a transformar poesias em vidro e fazer do vidro a sua mais concreta poesia.
A artista retora a trajetória história milenar de um material misterioso e essencial que remonta a achados arqueológicos do antigo Egito até suas mais recente aplicações na telecomunicação moderna.
Apresentando suas criações desde a primeira lamparina até as premiadas  esculturas, Elvira demonstra uma criatividade sem limites e traça as raízes de sua inspiração.
A descoberta do vidro, a inevitável paixão por esse material, suas pesquisas sobre a história e as diferente técnicas da vidraria artesanal, estão todas registradas  carinhosamente nesse que no seu livro.
A história do vidro na vida de Elvira Schuartz é sobretudo a história desta paixão. Uma paixão que explode em cores, formas e versos.
Sua trajetória por esse material começa tímida, despretensiosa e se torna brilhante.
Elvira  Schuartz  é uma referência no mercado brasileiro de vidro.
Passou ainda por Nova York, Paris, Londres e Frankfurt, por onde levou um orgulho o Brasil em cada parte de suas criações.
Através do vidro é, certamente a obra nacional de referência mais completa para entusiastas e curiosos da arte da vidraria.
É imperdível,  por ser uma obra de beleza incomparável e poesias de um lirismo único.








Às vezes o vento leva meu barco - Às vezes é preciso remar








     
Textos, imagens extraídos do livro ELVIRA SCHUARTZ - Através do Vidro - objetos e poemas,                   

sábado, 9 de março de 2019

Casa das Rosas


A construção de 1935



Casa das Rosas é um casarão no estilo clássico francês, localizado na Avenida Paulista. É dedicado a diversas manifestações culturais, com enfoque em literatura e poesia, na cidade de São Paulo. É um dos edifícios remanescente da época característica da ocupação inicial de uma das principais vias da  cidade. Tem sua importância por ser um dos poucos restantes desse período relevante para o desenvolvimento do próprio  Brasil.








História
A Casa das Rosas foi construída em 1935 a partir do projeto pelo escritório sucessor de  Francisco de Paula Ramos de Azevedo, o Severo Villares.
É considerada parte integrante do rol de diversas obras de renome assinadas pelo “Escritório Técnico Ramos de Azevedo”, tais como a  Pinacoteca do Estado, Teatro Municipal de São Paulo, o Mercado Municipal de São Paulo e o Colégio Sion, por exemplo.
 A Casa das Rosas em específico, foi de autoria do arquiteto  Felisberto Ranzini.
A casa foi habitada durante os primeiros 51 anos de sua existência. Os primeiros a ter como residência o casarão foram uma das filhas de Ramos de Azevedo, Lúcia Ramos de Azevedo e seu marido, Ernesto Dias  de Castro. A residência foi passada ao filho do casal Ernesto Dias de Castro e Anna Rosa, sua esposa.



A desapropriação do imóvel se deu em  1986  e foi realizado pelo  Governo do Estado de São Paulo, cuja compromisso fora a preservação do terreno sem alterar sua originalidade.
O imóvel, tombado em 1985 pelo CONDEPHAAT, possui um dos mais belos jardins de rosas da cidade de São Paulo. Passou por reformas entre 1986 e 1991, quando mais precisamente em 11 de março de 1991, a Secretaria da Cultura implantou a Casa das Rosas – Galeria Estadual de Arte, um espaço cujo principal função era acolher exposições temporárias e circulantes do acervo de obras que o próprio Governo do Estado de São Paulo detinha, privilegiando a difusão de poesias e da arte em geral.
Em  2003, o bem tombado, foi novamente fechado para reformas e manutenção, sendo reinaugurado em 9 de dezembro de 2004 e renomeado para homenagear o poeta  Haroldo de Campos, falecido em 2003. O nome do espaço passou a ser Espaço Haroldo de Campos,] com a missão de ser um local destinado não só às artes em geral, mas também um lugar público especificamente voltado à  poesia,  proporcionando a toda São Paulo oficinas de criação, crítica literária, cursos de formação, ciclos de debate entre outros. Transformou-se num museu onde se destaca por promover a difusão e divulgação da literatura dos escritores menos favorecidos, desconhecidos e até dos esquecidos pelo mercado. Sua proposta atual visa manter o ambiente como um local cujas atividades estão no âmbito de pesquisas e leituras, com uma programação diferenciada.
Após a morte de Haroldo de Campos aos 73 anos de idade, todo seu acervo pessoal foi doado à Secretaria da Cultura do Estado em 2004. Como proposta destinada à nova função exercida pela Casa das Rosas, esta foi designada para receber o tão respeitável acervo. A partir desta decisão, foi criado o Centro Cultural Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. A Casa das Rosas possui desde seu início as características originais de seu vasto jardim de roseiras. A essência do local é reforçada também devido ao nome concebido posteriormente, retomando assim, a ideia de um espaço considerado um refúgio para qualquer tipo de manifestação artística e poética, abrigando também a primeira biblioteca do país especializada em poesias.

Arquitetura







Sobre a  arquitetura  do casarão e seus arredores há discordâncias em suas definições. Há aqueles que caracterizam a construção como pertencente ao estilo da Renascença Francesa.  Por outro lado existe a corrente que defende a assinatura do movimento  na concepção da mansão histórica. Essa concepção se dá exatamente pela presença de elementos neoclássicos, da Art Noveau,Art Déco e Neocolonial.











sábado, 1 de dezembro de 2018

Teatro São Pedro






Theatro São Pedro é um teatro na cidade de  São Paulo.  Foi construído pelo  português Manuel Fernandes Lopes e inaugurado no dia  16 de janeiro de 1917  com a apresentação das peças A Moreninha e O Escravo de Lúcifer. É um dos poucos teatros que permanecem ativos de uma geração de casas de espetáculos inauguradas entre os séculos XIX e XX. Ele fica localizado na Rua Dr. Albuquerque Lins, número 207, no bairro Campo Elísios.





A inauguração do teatro deu-se em  20 de janeiro de 1917,  quando, na verdade, deveria ter acontecido no dia 16 de janeiro de 1917. Devido a um embargo da prefeitura da cidade de São Paulo na época, o espaço só foi inaugurado quatro dias depois. É considerado o segundo teatro mais antigo da capital paulista, sendo que o primeiro é o Theatro Municipal, inaugurado em 1911.
O Theatro São Pedro abriu as portas sendo classificado como o mais moderno e luxuoso da cidade de São Paulo. O jornal  O Estado de São Paulo  publicou a respeito de sua inauguração: "ainda esta semana inauguração do luxuoso Theatro São Pedro - Arte - Luxo - Elegância - Conforto e Hygiene". Possuía, na ocasião, 28 frisas, 28 camarotes, balcões com mais de 100 assentos, plateia para oitocentas cadeiras e uma geral para mil pessoas. Muitas vezes, o público assistia às peças em pé.[2]
O teatro foi marcado por ter sido reinaugurado diversas vezes. Os encerramentos vieram depois com reinícios que se modificaram conforme o momento que vivia a capital paulista, podendo assim ir se transformando desde sua inauguração. Outro marco do Theatro São Pedro foi em 1960 e 1970 com a passagem do grupo de teatro Papyrus e de outros grupos teatrais, que se abrigaram no teatro como forma de resistir a ditadura militar que acontecia na época.[5]
A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo também se abrigou no São Pedro, e lá se reestruturou e encontrou o seu lugar. A partir de então ela começou a tocar constantemente.