quinta-feira, 25 de abril de 2013

Orquestra de Câmera : Heinz Holliger

Sala São Paulo
Praça : Júlio Prestes, 16 - 25/04/2013

Orquestra de Câmara
Heinz Holliger ( Regente e Oboé) rege obras de Schumann, com Thomas Zehetmair ao violino e toca Oboé na série câmara.

Coro da OSEP ( Naomi Munakata ) - regente

Hein Holliger ( 1939 )
Gesange der Fruhe ( c^1nticos da manhã ) - 1987

HEIN HOLLIGER  assumiu  a batuta da OSEP essa semana em um repertório que elege a música de  Robert Schumann como inspiração máxima. Para começar, Hollinger regeu sua própria composição para coro e orquestra.

Gerssanger der Fruhe ( cânticos da manhã ), baseado em textos do poeta alemão Friedrich Holderlin e nas cinco peças austríacas.

 Thomas Zehtmair junto à OSEP para interpretou  o Concerto Para Violino em Ré Menor de Schumann, escrito em 1853, quando o compositor já sofria de sua doença mental.
E para terminar, a impetuosa Sinfonia nr. 1 em Si Bemol Maior - Primavera, de Schumann, fez uma bela evocação ao tema da Temporada de 2013 da OSEP, Sagrações da Primavera.

Esta apresentação fez parte das comemorações do Ano da Alemanha no Brasil.

 
 
 


Orquestra de Câmera
 
 
Regente :  Heinz Holliger
 
 
 
 
Coro da OSEP : Naomi Munakata - regente

Cultura no Prato : Itália - 25-04-2013

Itália no Prato

Sesc Bom Retiro - 25/04/2013


A cozinha italiana  está entre as cozinhas mais famosas do mundo, incluindo uma variedade incrível de pratos diferentes e receitas.

Ela não significa apenas espaguete e pizza, sendo muito mais profundas as raízes da sua arte  culinária, seus pratos regionais vêm de reais circunstância históricas.

Desde o nascimento do molho bechamel, que os vizinhos franceses ainda disputam com a Itália a sua cidadania , passando pela origem do panetone, uma receita tipicamente milanesa, criada pelo padeiro chamado Toni, que deu seu nome a ele (pan del Toni) ou ainda a nacionalidade incerta das massas, que não teriam sido inventadas na Itália, mas teriam sido introduzidas na cozinha pelo famoso explorador Marco Polo, quando voltou de sua viagem à China, em 1291.

As origens do clássico Tiramisu, são muito incertas também. Em italiano, tirami su, de tirare + mi + su : "puxa-me para cima", assim chamado por ser muito energético. Tanto a Toscana, como o Piemonte e o Veneto teriam "inventado" esta iguaria. Muitas são as lendas associadas a esta sobremesa  as  quais  foram atribuídas qualidades afrodisíacas.
 A versão oficial coloca a criação de Tiramisu no século XVII  em Siena, quando alguns dos confeiteiros, antecipando a chegada do grão-duque da Toscana, Cosimo Médici, na cidade, decidiram fazer um bolo para comemorar a sua grandeza. Ele levou  a receita em Florença tornando o Tiramisu conhecido em toda a Itália.

Para realizar o projeto "Itália no Prato", o aclamado Cheg Rodolfo de Santis, nascido na cidade de Gallipoli na região da Puglia, no sul da Itália;
Hoje ele é o Chef do Restaurante Domenico no Jardim Paulista, cuja fama tem se espalhado como o aroma de uma boa "pasta" no circuito gastronômico.



                                                                  Itália no prato


 
entrada : Arancini Siciliano

 
prato principal : Ravioli de abóbora e Ragu de Cordeiro




sobremesa : Tiramisu








Chef  Rodolfo de Santis e Manoel de Brito
 


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Exposição : Goeldi

Goeldi

na coleção da Pinacoteca de São Paulo

A recente incorporação de obras de Oswaldo Goeldi ( 1895-1961) ao acervo da Pinacoteca de São Paulo fez com que a instituição passasse a contar com um significativo conjunto de 56 obras do artista. Esta exposição mostra pela primeira vez o conjunto e apresenta os primeiros resultados do trabalho que está sendo desenvolvido com cada uma das gravuras, para a verificação dos títulos, a datação a mais acurada e o reconhecimento de peculiaridades nas diversas impressões conhecidas da mesma matriz, decorrentes de procedimentos muito particulares adotados pelo artista. Pretende-se assim, contextualizar a coleção da Pinacoteca na obra de Goeldi.

 
Largo General Osório, 66 - 3 andar - Luz - São Paulo
Associação Pinacoteca Arte e Cultura - APAC
 
 
Solitário
A cor na gravura de Goeldi : Goeldi já havia feito algumas tentativas com o uso de cores em suas gravuras, mas a partir de 1936, quando se debruça sobre as ilustrações para o livro Cobra Norato de Raul Bopp, que ai definitivamente incorporar a cor em seu trabalho. "Estava saturado do preto e branco e procurei a cor, inicialmente fiz umas aquarelas e depois tentei passar para a gravura.
 
 
 
 
Noturno
Ilustração de periódicos
 
 
 
Sol Vermelho - 1957
Xilogravura a cores sobre papel.
 



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Catedral da Sé

Um século, muita história !


Em 1954, a cidade de São Paulo  comemorava o quarto centenário e recebia um presente muito especial, a nova Catedral da Sé, inaugurada em 25 de janeiro daquele ano, é a mais rescente Catedral Gótica construída em todo o mundo. Com 111 metros de comprimento, 46 de largura e capacidade para abrigar 8 mil pessoas, a Catedral  possui duas torres que se erguem a 92 metros de altura, além de uma enorme cúpula.

Por iniciativa de Dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo, a obra teve início em 1913 no mesmo local da antiga Catedral, demolida em 1911.

Os mosaicos, esculturas e mobiliário foram trazidos da Itália de navio e por causa das guerras mundiais a obra teve grande dificuldade para ser concluída.

Em seu interior, dedicado a Nossa Senhora da Assunção, encontramos três altares. O principal ou altar-mor é construído em pedras que trazem as cores da bandeira brasileira. À esquerda encontra-se o altar de Sant'Anna e a direira o altar de São Paulo, todos construídos por grandes artistas italianos.

Entre 1999 e 2002, a Catedral foi completamente renovada e ganhou 14 novos torreões, previstos no projeto original datado de 1912.



Mesmo local da antiga Catedral, demolida em 1911.



Entre 1999 e 2002, a Catedral foi completamente renovada.


 



quinta-feira, 4 de abril de 2013

exposição : Antanas Sutkus - Um olhar livre

Antanas Sutkus - Um olhar livre

Caixa São Paulo -  02 mar a 21 abr 2013

O dia a dia é algo entediante. Todos têm o mesmo direito ao dia a dia: não há a necessidade de nenhum Comitê de Defesa do dia a dia ! Persistentemente, tentando nos manter no mesmo ritmo do dia presente, nós aprendemos a contemplar, a meditar, e muitas outras coisas esplêndidas. E será que a observação do dia a dia é uma forma de meditação aberta a todos nós ? Meditação que não necessita de escolas ou guru.

O dia a dia é universal, ele não se sujeita a ninguém.

Eu retorno ao passado e vejo que eu não consigo me lembrar nem do tempo e nem do lugar onde esta ou aquela fotografia foi "capturada". |Eu estou constantemente sem tempo ! Só restam as primeiras horas da manhã que podem ser gastas tomando um café. olhado os meus arquivos.

Com uma frequência cada vez maior, eu vivo a alegria faustiana - eu "tiro fotos" na juventude, colecionando fotos dos tempos passados e olhando para elas com o sentimento de um homem, cujo tempo está passando . Este é o ponto no qual o conhecimento de vida e a intuição se encontram. Isto é tudo que eu tenho.





quarta-feira, 27 de março de 2013

Exposição : A Arte Fantástica de Mário Gruber

A Arte Fantástica de Mário Gruber

Caixa Cultural São Paulo - de 16 de março a 12 de maio de 2013.

Muito mais do que uma técnica, a gravura era, para Mário Gruber, uma forma particular de expressão artística que ele cultivava com carinho, e que exerceu por toda a sua vida.

Nos  anos de 1950 Gruber fez parte da geração que via na gravura uma forma de contribuição do artista à sociedade. Por sua reprodutibilidade ela era entendida como uma arte "arte para todos", e seus temas espelhavam a realidade dos trabalhadores. A partir da década de 1960, entretanto, o trabalho de Gruber enveredou por um outro caminho : o realismo mágico - que se tornaria sua marca.

Gruber fez litografia, xilogravura e calcogravura, mas foi na gravura em metal que seu trabalho gráfico mais se destacou. Suas pontas secas e águas-fortes são de qualidade rara, e ele foi o único artista brasileiro a dominar a dificílima técnica conhecida como "maneira negra".

A exposição apresenta um conjunto significativo de gravuras e de materiais evidenciando a maestria  do artista no manejo da goiva e do buril, e também a sua inventividade na experimentação.

Durante toda sua vida Gruber trilhou um caminho único. A reboque de todos os modernismos inspirou-se nos mestres do passado, criou novas técnicas e debruçou-se sobre uma temática inteiramente pessoal. E nunca pode ser acomodado em nenhum dos nichos criados pela crítica de arte  : Gruber é Gruber.



 
Mário Gruber Correia nasceu em Santos - SP, em 1927 e faleceu na capital paulista em 30 de dezembro de2011.



Auto retrato - 1946 ( óleo s/tela )





                                                                  Menino com chapéu - 1975 - litografia

sexta-feira, 1 de março de 2013

exposição :Tomie Ohtake

exposição : Tomie Otake -  Marco Giannotti e LADY DIOR AS SEEN BY

Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201





O Instituto Tomie  Ohtake tem o prazer de iniciar as comemorações do centenário de sua artista maior com uma exposição coletiva que estabelece aproximações entre o seu trabalho e obras de cerca de 45 artistas brasileiros.



Nascida  em 21 de novembro de 1913, em Kyoto, no Japão, esta foto de 1953, registra o ateliê da casa em que ela morava, na Rua da Paz, na Móoca.

A mostra Correspondências torna-se um valioso espectro de observações de temáticas recorrentes na história da arte de 1950 até hoje. Nela, o gesto, a cor e a matéria tornam-se motes para observar como, ora num mesmo momento cronológico, ora distanciadas por décadas, obras de arte conversam entre si, se atraem, se contaminam por recorrência, citação ou contraposição.



A escultura curva de Tomie Ohtake, que costuma organizar o espaço do grande hall do Instituto, ganha a vizinhança de desenhos de Waltercio Caldas e Oscar Niemeyer, fotogragia de Cristinao Mascaro, pinturas de Mira Schendel e uma instalação  de Jac Leiner, todos de alguma forma gestuais.



Um conjunto de cinco pinturas de cores vibrantes e opacas, feito pelo artista da década de 1970, reverbera nas escadas cromáticas de Alfredo Volpi, Sérgio Sister e Daniel Steegmann.



Neste ano de 2013, ano que Tomie Ohtake  completa seu centanário, ano que a artista começou preparando uma exposição
de suas pinturas recentes, realizadas ao longo dos últimos meses, trabalho cotidiano e, como sempre, permeado por algumas dúvidas, poucas, é verdade, mas que na prática implicaram num ligeiro desvio do seu projeto inicial ( a artista havia projetado duas séries de pinturas monocromáticas, uma azul, outra amarela), o que  também serviu para evidenciar um certo desconforto que ainda hoje tem, uma incompreensível, para que vê de fora, ponta de desconfiança sobre uma luminosa trajetória de mais de 6 décadas, pois nesta data, como princípio das comemorações, julgou-se importante demonstrar-se da produção de Tomie Ohtake, uma obra merecedora do epileto "clássico", fruto de uma investigação solitária, ensimesmada, que se dá através de uma rotina desgastante, sob o jugo permanente de um senhor implacável em sua exigência - a própria artista - é também, e paradoxalmente, um empreendimento coletivo.