Jardim da Luz - o cartão Postal da Cidade de São Paulo.
No início do século XX, o Jardim foi transformado em cartão-postal, símbolo da cidade. Vivia a última etapa de seu apogeu.
Ali, as diferentes colônias realizavam suas festas tradicionais, exibiam sua língua, roupas, comidas, músicas, artes, jogos e outras características culturais. Enre as modernidades do período, está o cinema, que transformou o Jardim da Luz em local de exibição ao ar livre.
Os eventos realizados no parque passaram a ser filmados e exibidos nos "jornais cinematográficos" de São Paulo.
As festas eram descritas em detalhes e mereciam comentários especiais. Nesse período, chegaram os fotógrafos lambe-lambes.
Com eles, tornou-se comum ver imigrantes recém-desembarcados na Estação da Luz dirigirem-se ao jardim para tirar uma foto, que enviavam aos familiares distantes. A imagem não deixava dúvida : estavam em São Paulo.
São Paulo é uma cidade instigante ! Dessas que, apesar da - e com a - intensidade de seus movimentos, encanta seus passantes. Encanto que a constituiu uma metrópole de diversidade, de sonhos, de realizações. São Paulo é uma referência em trabalho, em arte, entretenimento, em cultura. Dessa referência, artistas imortalizaram sua relação com a cidade em obras as mais diversas. Assim, o visitante, certamente reverenciará a cidade de São Paulo, inserindo-se através de fotos e textos.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Exposição : Os Robôs de Alamón
Os Robôs de Alamón
Caixa Econômica São paulo
Praça da Sé, 111 - ( outubro/2012)
Esta exposição reúne 25 obras do artista uruguaio Gustavo Alamón ( 1935 ), residente em Montevidéu. Com profícua trajetória profissional de seis décadas, Alamón ocupa hoje um lugar de destaque na plástica uruguaia.
Desde que seu desempenho e sua pintura assumiram configurações de expressão pessoal, Alamón tem utilizado sua arte para problematizar a condição humana numa sociedade tecnológica e cibernética em que os sistemas de poder são cada vez mais evidentes.
Alamón elegeu a figura do robô em sua estratégia de catequese em favor dos valores fundamentais do ser humano, cujos direitos foram proclamados, não por acaso, na mesma década em que também surgiu uma nova ciência, a cibernética, e começou a ganhar corpo a robótica, desenvolvida amplamente nos anos 1960, quando Alamón também ampliou sua produção artística no Uruguai. Num tempo em que começou a acreditar, em determinados segmentos da sociedade, que a máquina acabaria por substituir o homem em muitas de suas tarefas em função do surgimento do conceito de inteligência artificial.
Alamón é um paladino na luta contra a desumanização do homem e seus desdobramentos tais como o estabelecimento de sistema de poder injustos e discricionários, que menosprezam sua inteligência , sua sensibilidade e seus direitos. Para ele, todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos; são dotados de razão e consciência e devem agir em relação umas à outras com espírito de fraternidade como preconiza o artigo primeiro da Declaração dos Direitos Humanos, de 1948.
E nem tem simpatia pela humanização das máquinas. Por isso seus robôs aparecem com frequência, num cenário onírico, recomendados e sem faces; o corpo andróide inclui, não raro, fechaduras, chaves, grades, aberturas diversas, zíperes e uma clara conotação mecanicista. Às vezes, os robôs, não imunes ao vício, jogam cartas, bebem e se embriagam. Embora não tenham alma, suas vestes às vezes são elaboradas, sedutoras.
Gustavo Alamón é um artista latino-americano necessário.
Enock Sacramento - Curador
Menbro da Association Internationale des Critiques d'Art.
Caixa Econômica São paulo
Praça da Sé, 111 - ( outubro/2012)
Esta exposição reúne 25 obras do artista uruguaio Gustavo Alamón ( 1935 ), residente em Montevidéu. Com profícua trajetória profissional de seis décadas, Alamón ocupa hoje um lugar de destaque na plástica uruguaia.
Desde que seu desempenho e sua pintura assumiram configurações de expressão pessoal, Alamón tem utilizado sua arte para problematizar a condição humana numa sociedade tecnológica e cibernética em que os sistemas de poder são cada vez mais evidentes.
Alamón elegeu a figura do robô em sua estratégia de catequese em favor dos valores fundamentais do ser humano, cujos direitos foram proclamados, não por acaso, na mesma década em que também surgiu uma nova ciência, a cibernética, e começou a ganhar corpo a robótica, desenvolvida amplamente nos anos 1960, quando Alamón também ampliou sua produção artística no Uruguai. Num tempo em que começou a acreditar, em determinados segmentos da sociedade, que a máquina acabaria por substituir o homem em muitas de suas tarefas em função do surgimento do conceito de inteligência artificial.
Alamón é um paladino na luta contra a desumanização do homem e seus desdobramentos tais como o estabelecimento de sistema de poder injustos e discricionários, que menosprezam sua inteligência , sua sensibilidade e seus direitos. Para ele, todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos; são dotados de razão e consciência e devem agir em relação umas à outras com espírito de fraternidade como preconiza o artigo primeiro da Declaração dos Direitos Humanos, de 1948.
E nem tem simpatia pela humanização das máquinas. Por isso seus robôs aparecem com frequência, num cenário onírico, recomendados e sem faces; o corpo andróide inclui, não raro, fechaduras, chaves, grades, aberturas diversas, zíperes e uma clara conotação mecanicista. Às vezes, os robôs, não imunes ao vício, jogam cartas, bebem e se embriagam. Embora não tenham alma, suas vestes às vezes são elaboradas, sedutoras.
Gustavo Alamón é um artista latino-americano necessário.
Enock Sacramento - Curador
Menbro da Association Internationale des Critiques d'Art.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Exposição : Sobre Anjos, Santos e Guerreiros
Exposição : Sobre Anjos, Santos e Guerreiros - Marcos de Oliveira
Caixa Cultural São Paulo - Praça da Sé, 1111 ( outubro/2012)
O projeto reúne obras do artista plástico Marcos de Oliveira, natural da Bahia e radicado em São Paulo há 10 anos. Neste projeto, está exposta a atual produção do artista, de pinturas e objetos que enfocam desde personagens com características mais realísticas a figuras ficcionais provenientes do imaginário do artista.
Por meio dessa exposição,a Caixa Econômica coloca o espectador em contato com a produção de um jovem artista, valorizando e fortalecendo as artes nacionais.
| Bicho Celestial - acrílico sobre tela |
| São Francisco Celestial |
Edifício Altino Arantes
Edifício Altino Arantes :
Também conhecido como Edifício Banespa, é um dos prédios mais emblemáticos da capital paulista, sendo 3° mais alto da cidade e o 5° do Brasil.
Construído a partir de 1939 pelo inventor federal Ademar Pereira de Barros para sediar o Banco do Estado de São Paulo ( Banespa ) e inaugurado em 1947, também por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo. Foi durante uma década o mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale em 1960.
Seu projeto inical, foi alterado para fazê-lo à semelhança do Empire State Bulding, em Nova Yorque.
Também conhecido como Edifício Banespa, é um dos prédios mais emblemáticos da capital paulista, sendo 3° mais alto da cidade e o 5° do Brasil.
Construído a partir de 1939 pelo inventor federal Ademar Pereira de Barros para sediar o Banco do Estado de São Paulo ( Banespa ) e inaugurado em 1947, também por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo. Foi durante uma década o mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale em 1960.
Seu projeto inical, foi alterado para fazê-lo à semelhança do Empire State Bulding, em Nova Yorque.
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| Vista da Praça da Sé |
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| Vista da Av. São João |
Memorial da América Latina
Memorial da América Latina -
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - São Paulo
Foi fundado no dia 18 de março de 1989, no bairro paulistano da Barra Funda. É um núcleo de cultura, política e lazer, construído com o objetivo de disseminar as expressões cultivas da América Latina, visando estabelecer laços culturais, políticos e sociais da região central de São Paulo.
O edifício arquitetado por Oscar Niemeyer, está localizado em um território de 84.482 metros quadrados de extensão.
Na praça Cívica está localizada a escultura moldada em concreto como "A Grande Mão", a qual representa o sangue vertido pelos mártires da América latina que combateram e muitas vezes derama vida pela conquista da liberdade, êste é um dos símbolos mais significativos do Memorial.
Estação da Luz
Estação da Luz
A Estação da Luz foi construída no fim do século XIX com o objetivo de sediar a recem - criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica, assim como de se construir na parada paulistana de sua linha ferroviária, a qual ia de Santos, no litoral do estado, a Jundiái, no interior. Nas primeiras décadas do século XX, foi a principal porta de entrada à cidade de São Paulo.
Sua maior importância, no entanto, era na condição de infra-estrutura econômica pra o país : por ali passava o café a ser explorado no porto de Santos, assim, como também ali chegava bens de consumo e de capital importados que abasteciam à cidade em uma fase ainda pouco industrializada.
A atual estação foi construída entre 1900 e 2010 no lugar da original Estação da Luz de 1867.
Na década de 1940, a Estação sofreu um incêndio e após a reforma, foi-lhe adicionado um novo pavimento no bloco administrativo.
A partir deste período, o transporte ferroviário entrou em processo de degradação, assim como o bairro da Luz, levando a Estação a igualmente degradar-se.
Nas décadas de 1990 e 2000, passou por uma série de reformas, uma das quais encabeçada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro Mendes da Rocha - que teve como intenção adaptá-la a receber o MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA.
A Estação da Luz foi construída no fim do século XIX com o objetivo de sediar a recem - criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica, assim como de se construir na parada paulistana de sua linha ferroviária, a qual ia de Santos, no litoral do estado, a Jundiái, no interior. Nas primeiras décadas do século XX, foi a principal porta de entrada à cidade de São Paulo.
Sua maior importância, no entanto, era na condição de infra-estrutura econômica pra o país : por ali passava o café a ser explorado no porto de Santos, assim, como também ali chegava bens de consumo e de capital importados que abasteciam à cidade em uma fase ainda pouco industrializada.
A atual estação foi construída entre 1900 e 2010 no lugar da original Estação da Luz de 1867.
Na década de 1940, a Estação sofreu um incêndio e após a reforma, foi-lhe adicionado um novo pavimento no bloco administrativo.
A partir deste período, o transporte ferroviário entrou em processo de degradação, assim como o bairro da Luz, levando a Estação a igualmente degradar-se.
Nas décadas de 1990 e 2000, passou por uma série de reformas, uma das quais encabeçada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro Mendes da Rocha - que teve como intenção adaptá-la a receber o MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA.
| Atual Estação da Luz - 1900 |
| Construção da Estação da Luz - 1867 |
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Exposição : Cândido Portinari
Cândido Portinari :
Exposição : Guerra e Paz - Memorial da América Latina ( fevereiro/2012)
Exposição : Guerra e Paz - Memorial da América Latina ( fevereiro/2012)
Guerra - 1952 - 1956
Paz - 1952 - 1956
Guerra e Paz em São Paulo é a obra máxima de Portinari, resultado de uam vida dedicada ao amor pelo ser humano.
Os painéis de 14 x 10 m de cada foram encomendados pelo governo do Brasil para presentear a sede da ONU em Nova York, em 1957. Além de seu valor artístico, esta obra é um grito brasileiro contra a violência que ecoa até nossos dias, cada vez mais emblemática diante do mundo em que vivemos. Agora, pela primeira vez na história, a exposição Guerra e Paz de Portinari completa, incluindo uma centena de estudos que precederam a obra.
Entre 1952 e 1956, Candido Portinari realizou êsses dois últimos e maiores murais, Guerra e Paz ( 14 x 10 m ).
Localizado no hall de entrada da Assembléia Geral, os monumentais painéis estão em local nobre porém de acesso restrito. Por esse motivo o Projeto Portinari sempre sonhou em expor Guerra e Paz ao grande público.
O planejamento de uma grande reforma no edifício sede da ONU entre 2010 e 2013 proporcionou oportunidade inédita de expor os painéis no Brasil e no exterioro.
Resultado de mais de três anos de empenho e articulações do Projeto Portinari, envolvendo o Governo Federal, instituições internacionais, empresas estatais e privadas, finalmente o Projeto Guerra e Paz é, hoje, uma realidade. A Pedido do Governo Brasileiro a ONU entregou a guarda dos painéis ao Projeto Portinari até agosto de 2013, com o apoio financeiro do BNDES e o inestimável apoio da ONU, do Ministério da Cultura e do Ministério das Relações Exteriores.
Para marcar o retorno dos painéis ao Brasil e a inauguração deste ambicioso projeto, foi reapresentado Guerra e Paz no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em dezembro de 2010, mais de 50 anos depois de terem sido apresentados naquele mesmo palco. O evento reuniu mais de 44 mil pessoas em apenas 12 dias.
OS PAINÉIS GUERRA E PAZ REPRESENTAM SEM DÚVIDA O MELHOR TRABALHP QUE EU DIZ ...
DEDICO-OS Á HUMANIDADE.
Cândido Portinari - agência Reuters, 1957
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