quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Jardim da Luz

Jardim da Luz - o cartão Postal da Cidade de São Paulo.

No início do século XX, o Jardim foi transformado em cartão-postal, símbolo da cidade. Vivia a última etapa de seu apogeu.

Ali, as diferentes colônias realizavam suas festas tradicionais, exibiam sua língua, roupas, comidas, músicas, artes, jogos e outras características culturais. Enre as modernidades do período, está o cinema, que transformou o Jardim da Luz em local de exibição ao ar livre.

Os eventos realizados no parque passaram a ser filmados e exibidos nos "jornais cinematográficos" de São Paulo.
As festas eram descritas em detalhes e mereciam comentários especiais. Nesse período, chegaram os fotógrafos lambe-lambes.
Com eles, tornou-se comum ver imigrantes recém-desembarcados na Estação da Luz dirigirem-se ao jardim para tirar uma foto, que enviavam aos familiares distantes. A imagem não deixava dúvida : estavam em São Paulo.



Em 1902 foi construído o atual coreto do Jardim da Luz. A edificação foi projetada pelo professor Maximilian Hehi, que assinou também os projetos do ponto chique, da caso do administrador e da atedral da Sé. , seu telhado de metal, estilo art noveau, foi importado da França.
O Coreto era uma refer^necia pelas suas apresentações de bandas e corais. Seus bailes eram muito populares.
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Exposição : Os Robôs de Alamón

Os Robôs de Alamón

Caixa Econômica São paulo
Praça da Sé, 111 - ( outubro/2012)

Esta exposição reúne 25 obras do artista uruguaio Gustavo Alamón ( 1935 ), residente em Montevidéu. Com profícua trajetória profissional de seis décadas, Alamón ocupa hoje um lugar de destaque na plástica uruguaia.

Desde que seu desempenho e sua pintura assumiram configurações de expressão pessoal, Alamón tem utilizado sua arte para problematizar a condição  humana numa sociedade tecnológica e cibernética em que os sistemas de poder são cada vez mais evidentes.
Alamón elegeu a figura do robô em sua estratégia de catequese em favor dos valores fundamentais do ser humano, cujos direitos foram proclamados, não por acaso, na mesma década em que também surgiu uma nova ciência, a cibernética, e começou a ganhar corpo a robótica, desenvolvida amplamente nos anos 1960, quando Alamón também ampliou sua produção artística no Uruguai. Num tempo em que começou a acreditar, em determinados segmentos da sociedade, que a máquina acabaria por substituir  o homem em muitas de suas tarefas em função do surgimento do conceito de inteligência artificial.

Alamón é um paladino na luta contra a desumanização do homem e seus desdobramentos tais como o estabelecimento de sistema de poder injustos e discricionários, que menosprezam sua inteligência , sua sensibilidade e seus  direitos. Para ele, todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos; são dotados de razão e consciência e devem agir em relação umas à outras com espírito de fraternidade como preconiza o artigo primeiro da Declaração dos Direitos Humanos, de 1948.
E nem tem simpatia pela humanização das máquinas. Por  isso seus robôs aparecem com frequência, num cenário onírico, recomendados e sem faces; o corpo andróide inclui, não raro, fechaduras, chaves, grades, aberturas diversas, zíperes e uma clara conotação mecanicista. Às vezes, os robôs, não imunes ao vício, jogam cartas, bebem e se embriagam. Embora não tenham alma, suas vestes às vezes são elaboradas, sedutoras.

Gustavo  Alamón é um artista latino-americano necessário.

Enock Sacramento - Curador
Menbro da Association Internationale des Critiques d'Art.




terça-feira, 2 de outubro de 2012

Exposição : Sobre Anjos, Santos e Guerreiros


Exposição : Sobre Anjos, Santos e Guerreiros - Marcos de Oliveira

Caixa Cultural São Paulo - Praça da Sé, 1111 ( outubro/2012)



O projeto reúne obras do artista plástico Marcos de Oliveira, natural da Bahia e radicado em São Paulo há 10 anos. Neste projeto, está exposta a atual produção do artista, de pinturas e objetos que enfocam desde personagens com características mais realísticas a figuras ficcionais provenientes do imaginário do artista.
Por meio dessa exposição,a Caixa Econômica coloca o espectador em contato com a produção de um jovem artista, valorizando e fortalecendo as artes nacionais.

Bicho Celestial - acrílico sobre tela
São Francisco Celestial

Edifício Altino Arantes

Edifício Altino Arantes  :


Também conhecido como Edifício Banespa, é um dos prédios mais emblemáticos da capital paulista, sendo  3°  mais alto da cidade e o 5° do Brasil.

Construído a partir de 1939 pelo inventor federal Ademar Pereira de Barros para sediar o Banco do Estado de São Paulo ( Banespa ) e inaugurado em 1947, também por Ademar de Barros quando este era governador de São Paulo. Foi durante uma década o mais alto da cidade, até ser superado pelo Mirante do Vale em 1960.

Seu projeto inical, foi alterado para fazê-lo à semelhança do Empire State Bulding, em Nova Yorque.






Vista da Praça da Sé
 

Vista da Av. São João


Memorial da América Latina


Memorial da América Latina  -
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - São Paulo


Foi  fundado no dia 18 de março de 1989, no bairro paulistano da Barra Funda. É um núcleo de cultura, política e lazer, construído  com o objetivo de disseminar as expressões cultivas da América Latina, visando estabelecer laços culturais, políticos e sociais da região central de São Paulo.

O edifício arquitetado por Oscar Niemeyer, está localizado em um  território de 84.482 metros quadrados de extensão.

Na praça Cívica está localizada a escultura moldada em concreto como "A Grande Mão", a qual representa  o sangue vertido pelos mártires da América latina que combateram  e muitas vezes derama vida pela conquista da liberdade, êste é um dos símbolos mais significativos do Memorial.












Estação da Luz

Estação da Luz


A Estação da Luz foi construída   no fim do século XIX com o objetivo de sediar a recem - criada Companhia São Paulo Railway, de origem britânica, assim como de se construir na parada paulistana de sua linha ferroviária, a qual ia de Santos, no litoral do estado, a Jundiái, no interior. Nas primeiras décadas do século XX, foi a principal porta de entrada à cidade de São Paulo.

Sua maior importância, no entanto, era na condição de infra-estrutura econômica pra o país : por ali passava o café a ser explorado no porto de Santos, assim, como também ali chegava bens de consumo e de capital importados que abasteciam à cidade em uma fase ainda pouco industrializada.

A atual estação foi construída entre 1900 e 2010 no lugar da original Estação da Luz de 1867.

Na década de 1940, a Estação sofreu um incêndio e após a reforma, foi-lhe adicionado um novo pavimento no bloco administrativo.

A partir deste período, o transporte ferroviário entrou em processo de degradação, assim como o bairro da Luz, levando a Estação a igualmente degradar-se.

Nas décadas de 1990 e 2000, passou por uma série de reformas, uma das quais encabeçada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro Mendes da Rocha - que teve como intenção adaptá-la a receber o MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA.



Atual Estação da Luz - 1900




Construção da Estação da Luz -  1867
 

 



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Exposição : Cândido Portinari

Cândido Portinari :


Exposição : Guerra e Paz - Memorial da América   Latina ( fevereiro/2012)





                                                                                                                            Guerra - 1952 - 1956




Paz - 1952 - 1956

Guerra e Paz em São Paulo é a obra máxima de Portinari, resultado de uam vida dedicada ao amor pelo ser humano.
Os painéis de 14 x 10 m de cada foram encomendados pelo governo do Brasil para presentear a sede  da ONU  em Nova York, em 1957. Além de seu valor artístico, esta obra  é um grito brasileiro contra a violência que ecoa até nossos dias, cada vez mais emblemática   diante do mundo em que vivemos. Agora, pela primeira vez  na história, a exposição Guerra e Paz de Portinari completa, incluindo uma centena de estudos que  precederam a obra.

Entre 1952 e 1956, Candido Portinari realizou êsses  dois últimos e maiores murais, Guerra e Paz ( 14 x 10 m ).

Localizado no hall de entrada da Assembléia Geral, os monumentais painéis estão em local nobre porém de acesso restrito. Por esse motivo o Projeto Portinari sempre sonhou em expor Guerra e Paz ao grande público.

O planejamento de uma grande reforma no edifício sede da ONU entre 2010 e 2013 proporcionou oportunidade inédita de expor os painéis no Brasil e no exterioro.

Resultado de mais de três anos de empenho e articulações do Projeto Portinari, envolvendo o Governo Federal, instituições internacionais, empresas estatais e privadas, finalmente o Projeto Guerra e Paz é, hoje, uma realidade. A Pedido do Governo Brasileiro a ONU entregou a guarda dos painéis ao Projeto Portinari até agosto de 2013, com o apoio financeiro do BNDES e o inestimável apoio da ONU, do Ministério da Cultura e do Ministério das Relações Exteriores.

Para marcar o retorno dos painéis ao Brasil e a inauguração deste ambicioso projeto, foi reapresentado Guerra e Paz no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em dezembro de 2010, mais de 50 anos depois de terem sido apresentados naquele mesmo palco. O evento reuniu mais de 44 mil pessoas em apenas 12 dias.

OS PAINÉIS GUERRA E PAZ REPRESENTAM SEM DÚVIDA O MELHOR TRABALHP QUE EU DIZ ...

DEDICO-OS Á HUMANIDADE.


Cândido Portinari - agência Reuters, 1957