domingo, 26 de agosto de 2012

Exposição : Quando a Arte Conta a História

São Paulo - 452 anos - Quando a Arte Conta a História


A história da fundação da Cidade de São Paulo pode ser contada a partir das mais diversas abordagens. A Coordenação de Educação e Cultura da Associação dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo escolheu para marcar os 452 anos da cidade, percorrer o caminho dos monumentos espalhados por São Paulo para desvelar o significado histórico que reside naquelas expressões artíticas.

Para tanto, foram escolhidas esculturas representativas de personagens e/ou situações, com as respectivas indicações de localizações, que contextualizassem a narrativa de fundação de São Paulo.

Com fotografias do artista plástico Manoel de Brito e projeto expográfico de Isa Ferrari, esta Mostra pretende homenagear a Cidade que viu nascer esta Associação e presenciou seu desenvolvimento. E, ainda, propor ao público o direcionamento de um novo olhar às referências artístico-históricas da Cidade, na consciência e amplitude de seus significados, tornando-se, assim, também, um descobridor da fascinante história desta Metrópole.

Coordenação de Educação e Cultura



Em 1554, ocorre a fundação do Colégio dos Jesuítas, ao redor do qual iniciou-se o agrupamento de casas que deu origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.

Alguns monumentos vão representar, justamente, os primeiros moradores daquele povoado.

É o caso da escultura o Índio com o Tamanduá, instalada ,a Praça Marechal Deodoro, obra de Ricardo Cipicchia, que retrata aquele habitante dos Campos de Piratininga, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí - referência ao tamanduá, animal muito comum na região.


                                              

A escutura  Índio Pescador, obra de Francisco Leopoldo e Silva, instalada na Praça Oswaldo  Cruz, é outro exemplo.






Índio Caçador, escultur a de João Batista Ferri, abrigada na Avenida Vieira  de Carvalho, reverencia aquele habitante, mostrando-o à espreita de sua presa.






O monumeanto Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo, criado por Amadeu Zani e instalado no Pátio do Colégio, homenageia os fundadores de São Paulo, retratando aspectos dos primeiros tempos da Vila :  a primeira missa, a catequese, a defesa da Vila pelo cacique Tibiriçá e a Guerra dos Tamoios.







Há,  ainda,  o Monumento ao Padre José Anchieta, criado por Heitor Usai, localizado na Praça da Sé, que retrata um dos principais fundadores da cidade, também conhecido como o "Apóstolo do Brasil".






O Largo São  Bento, onde se encontra a Igreja de São Bento, guarda uma relação histórica diretamente vinculada aos  primórdios de São   Paulo. Naqueles tempos, ali estava vinculada a taba do cacique Tibiriçá, local que demarcava o limite do povoado que começava a se formar. O cacique Tibiriçá, chefe da nação Guaianaz, prestou unúmeros e relevantes serviços à colonização paulista.






Posterior à colonização, o desbravamento de sertões distantes - conhecidos por "bandeiras" - montou seu quartel general na cidade de São paulo, de onde partiam essas expedições. A obra  Monumento às Bandeiras, do escultor Victor Brecheret, localizada na Praça Armando Salles de Oliveira, no Ibirapuera,  destaca a grandiosidade do momento.






Um dos bandeirantes, cuja rota de expedição destaca-se em um mapa naquela escultura, aparece representado no Monumento a Raposo Tavares, obra de Luigi Brizzolara, instalado no saguão do Museu do Ipiranga.








Outro bandeirante, também representado no monumento encontrado no Ibirapuera, foi homenageado no Monumento a Fernão Dias, de Luigi Brizzolara, fazendo referência ao "Caçador de Esmeraldas".
A obra está localizada na área interna do Colégio Estadual  Fernão Dias Paes,  em Pinheiros.







O Monumento a Borba Gato,  obra que ressalta à vista por seu tamanho, foi criada pelo escultor Júlio Guerras.  Instalada em Santo Amaro, homenageia mais um dos bandeirantes que se notabilizou na história de São Paulo, cuja rota de expedição também é destacada no Monumento às Bandeiras.







Bartolomeu Bueno da Silva foi mais um dos bandeirantes que ajudou a contar a história desta Cidade. O Monumento ao Ananhguera, esculpido em mármore na cidade italiana de Gênova, pelo artista Luigi Brizzolara, e localizado na Avenida Paulista, em frente ao Parque Trianon, traz-nos um pouco das narrativas daqueles desbravadores.






Os tropeiros, também desbravadores, surgidos entre os séculos 17 e 19, viajavam no lombo de burros e mulas,  suprindo as necessiadade de alimentos dos exploradores de minas entre as regiões Sul e Sudeste do País, colaborando com o desenvolvimento das cidades.

O Obelisco da Ladeira da Memória, obra de Daniel Pedro Muller, primeiro instalado em São Paulo, marcava o ponto de chegada dos tropeiros que vinham do Sul e está localizado ao lado da Estação Anangabaú do Metrô.








O período da escravatura é lembrado no monumento A Mãe Preta, de Júlio Guerra, instalado no Largo do Paissandú, ao lado da Igrejo Nossa Senhorea do Rosário. É uma homenagem a todas as escravas que desempenharam o papel de amas-de-leite.





Os trabalhadores das antigas plantações de café são homenageados na obra O Colhedor de Café, de Lecy Beltran. O monumento, instalado na Avenida Nove de Julho, em frente ao Colégio Sacré Coeur, encerra este roteiro, ficando  o convite para que os visitante da Exposição  embrenhem-se em outras possibilidades de recontar a história da cidade de São Paulo.